Caso Maria Daniela: “Vitinho” é condenado por estupro após dopar, agredir e asfixiar jovem em Coité do Nóia
Vítima ficou cinco dias em coma após o ataque e ainda convive com graves sequelas; acusado permaneceu foragido por cerca de um ano e meio
Foto: Divulgação O caso de Maria Daniela Ferreira Alves teve um novo desfecho na Justiça de Alagoas. Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão pelo estupro da jovem, ocorrido em dezembro de 2024, no município de Coité do Nóia, no Agreste alagoano.
A sentença foi proferida na sexta-feira (28) pelo juiz Matheus de Miranda, da comarca de Taquarana. O processo tramita em segredo de Justiça em razão da natureza do crime.
A condenação foi confirmada pela defesa da vítima, que informou que pretende recorrer para tentar aumentar a pena. A defesa de Victor Bruno também confirmou a sentença.
A vítima, Maria Daniela, tinha 19 anos quando foi atacada. Após o crime, ela precisou ser hospitalizada e permaneceu cinco dias em coma. Segundo informações relacionadas ao processo, a jovem continua enfrentando graves sequelas e necessita de auxílio para realizar atividades básicas.
O acusado permaneceu foragido desde dezembro de 2024 e só foi localizado em julho deste ano. Victor Bruno foi preso no dia 10 de julho, em Taquarana, no Agreste de Alagoas, cerca de um ano e sete meses depois do crime.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 6 de dezembro de 2024, depois de uma confraternização entre colegas de escola. O encontro ocorreu em uma chácara pertencente à família de Victor Bruno, localizada no povoado Poção, na zona rural de Coité do Nóia.
De acordo com as investigações, Maria Daniela teria sido dopada antes de ser violentada. A apuração também apontou que a jovem teria sido agredida e asfixiada durante o ataque.
A suspeita de que ela foi dopada foi reforçada pelos exames toxicológicos realizados durante a investigação. Foram identificadas no organismo da vítima substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina, medicamentos que possuem efeitos sedativos.
Segundo o Ministério Público de Alagoas, os elementos reunidos durante a investigação indicaram que o uso das substâncias teria como objetivo diminuir a capacidade de resistência da jovem e facilitar a prática do crime.
A gravidade das agressões fez com que Maria Daniela fosse internada em estado crítico. Ela permaneceu cinco dias em coma e, mesmo após sobreviver ao ataque, passou a conviver com consequências que permanecem até hoje.
O caso também ganhou repercussão pelo período em que o acusado permaneceu foragido. Após aproximadamente um ano e meio sendo procurado, Victor Bruno foi localizado e preso em Taquarana.
Com a sentença, ele foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão. A defesa da vítima pretende recorrer para buscar uma pena maior, enquanto a defesa do condenado também poderá apresentar os recursos previstos na legislação.
Por tramitar em segredo de Justiça, outros detalhes do processo e da sentença não foram divulgados pelas autoridades.




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