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Arapiraca,09/06/2026

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Comissão da Câmara de Maceió aprova projeto que capacita mães de autistas como mediadoras escolares

Redação
Comissão da Câmara de Maceió aprova projeto que capacita mães de autistas como mediadoras escolares Foto: Divulgação



A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Maceió deu parecer favorável ao Projeto de Lei nº 106/2025, que propõe a criação de um programa de capacitação voltado a mães e responsáveis por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para atuação como mediadoras escolares na rede municipal de ensino.


A iniciativa é de autoria da vereadora Silvania Barbosa e recebeu relatório favorável do vereador Siderlane Mendonça, sendo posteriormente publicada no Diário Oficial do Município na edição desta segunda-feira (08).


Antes de avançar na comissão temática, o projeto já havia sido analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ), que considerou o texto constitucional e juridicamente adequado, permitindo sua continuidade na tramitação legislativa.


Com o novo parecer positivo, a proposta avança mais uma etapa dentro do processo regimental da Câmara Municipal.


O texto prevê a formação e qualificação de mães ou responsáveis de crianças diagnosticadas com TEA para que possam atuar no apoio ao acompanhamento pedagógico dentro das escolas da rede pública municipal. A medida busca ampliar a rede de suporte aos estudantes e fortalecer práticas de inclusão no ambiente escolar.


Segundo o relatório da comissão, a proposta tem como objetivos a capacitação profissional dessas mães, a promoção da inclusão educacional, a ampliação de oportunidades de trabalho e o fortalecimento do acompanhamento pedagógico e social de alunos com autismo.


O parecer também destaca fundamentos presentes na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garantem prioridade absoluta à proteção e ao direito à educação de crianças e adolescentes. O texto ainda menciona a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA e a Lei Brasileira de Inclusão como bases legais da proposta.


A comissão avaliou que a iniciativa possui relevância social ao reconhecer a experiência de famílias que convivem diariamente com o autismo, contribuindo para o fortalecimento do suporte educacional nas unidades de ensino.


Após a aprovação, o projeto segue tramitando nas demais comissões da Câmara Municipal antes de ser levado ao plenário para votação final pelos vereadores de Maceió.




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