EUA reivindica ataque a navio do Irã; Sri Lanka recupera 87 corpos no mar
EUA reivindicam ataque de submarino que afundou navio de guerra do Irã no Sri Lanka; desaparecidos mobilizam resgate
Irã ainda não se manifestou sobre o ataque norte-americano - (crédito: Departamento de Guerra dos EUA/AFP) Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (4/3) que um submarino norte-americano lançou um torpedo contra um navio de guerra da Marinha do Irã nas águas internacionais do Oceano Índico. A embarcação foi destruída próximo ao Sri Lanka. A ação representa uma expansão do conflito militar entre Washington, seus aliados e Teerã.
O navio atingido foi identificado como a fragata IRIS Dena, uma embarcação de guerra moderna da Marinha do Irã, voltando de exercícios navais realizados na Baía de Bengala. Autoridades dos EUA, incluindo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, divulgaram que a ação foi executada por um submarino americano com um torpedo pesado, o que segundo o Pentágono, marca a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um submarino dos EUA afunda um navio inimigo dessa forma.
Equipes da Marinha do Sri Lanka receberam um sinal de socorro da fragata antes de ela afundar e iniciaram uma operação de busca e resgate. Até o momento, os militares cingaleses recuperaram 87 corpos de tripulantes e resgataram 32 sobreviventes, que foram encaminhados a hospitais na cidade de Galle para atendimento médico. Ainda há informações de dezenas de marinheiros desaparecidos nas áreas onde o navio submergiu.
O incidente ocorreu a aproximadamente 40 quilômetros ao sul de Galle, perto da costa sul do Sri Lanka, e foi confirmado por fontes oficiais cingalesas. Integrantes das forças armadas locais destacaram que a operação de resgate envolveu embarcações e aeronaves, e que o combate aos desaparecidos segue conforme os protocolos internacionais de busca.
A guerra entre os EUA, aliados e o Irã já vinha se intensificando nos últimos dias com ataques coordenados por Washington e Tel Aviv a alvos iranianos. A ação submarina, porém, amplia geograficamente o conflito para além do Golfo Pérsico, alcançando o Oceano Índico e envolvendo diretamente forças navais em uma região estratégica para o comércio e a segurança marítima global.




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