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Arapiraca,05/03/2026

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PF deflagra operação contra venda ilegal de dados de ministros do STF e cumpre mandados em Alagoas

Ao todo, a operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, expedidos pelo STF

Redação com Alagoas na Mídia
PF deflagra operação contra venda ilegal de dados de ministros do STF e cumpre mandados em Alagoas Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Dataleaks, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na obtenção, adulteração e comercialização ilegal de dados sensíveis. O esquema envolvia a invasão de sistemas governamentais para a extração de informações sigilosas de autoridades, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Alagoas, agentes federais foram às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão temporária. Além do estado alagoano, a ofensiva ocorre simultaneamente em São Paulo e Tocantins. No total, o STF expediu cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.

As investigações apontam que o grupo gerenciava uma plataforma clandestina que funcionava como um banco de dados paralelo. Essa base era alimentada por acessos indevidos a sistemas oficiais do governo e fontes privadas.

Entre as vítimas confirmadas estão os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Flávio Dino. O grupo não apenas extraía os dados, mas também realizava a adulteração e a venda dessas informações no mercado ilegal.

Os alvos da operação, cujas identidades em Alagoas ainda não foram formalmente divulgadas pela assessoria da PF, poderão responder por uma série de crimes graves, incluindo organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.

A operação ocorre sob determinação do próprio STF. Esta não é a primeira vez que a Corte é alvo de invasões desse tipo; em fevereiro, outra ação da PF já havia apurado acessos indevidos a dados fiscais de ministros na Receita Federal.

Em nota, a PF disse que a organização criminosa é “especializada na obtenção, na adulteração, na comercialização e na disseminação ilícita de dados pessoais e sensíveis provenientes de bases governamentais e privadas”.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, nos estados de São Paulo, de Tocantins e de Alagoas. As ordens partiram do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Alexandre de Moraes é relator de uma investigação sigilosa sobre o tema. 

São investigadas suspeitas da prática dos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.   





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