PF desarticula envio de drogas pelos Correios entre Alagoas e São Paulo
Operação mira esquema após apreensão de comprimidos usados no golpe ‘Boa Noite, Cinderela’
Fotos: Divulgação PF-AL A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Balada Segura para investigar um esquema interestadual de tráfico de drogas sintéticas utilizadas em crimes como o “Boa Noite, Cinderela”. A ação teve como ponto de partida a apreensão, pelos Correios, de uma encomenda contendo centenas de comprimidos suspeitos, o que levou à identificação de possíveis envolvidos em Alagoas e São Paulo.

Leia Nota da PF
Na manhã de hoje, 08/04/2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Balada Segura, dando cumprimento a 02 (dois) mandados de busca e apreensão nas cidades de Maceió/AL e Votuporanga/SP, com o objetivo de angariar provas do crime de tráfico de entorpecentes, descoberto a partir da apreensão de encomenda despachada pelos Correios, que continha em seu interior centenas de comprimidos de drogas.
A investigação teve início quando a Gerência de Segurança dos Correios em Alagoas comunicou que uma encomenda suspeita havia sido retirada do fluxo postal.
O conteúdo foi apreendido e periciado na Polícia Federal, constatando que se tratavam de 106g de comprimidos da substância FLUNITRAZEPAM, princípio ativo do medicamento de nome comercial ROHYPNOL. A droga tem sido utilizada por delinquentes para execução de crimes conhecidos popularmente como "Boa noite Cinderela" ou “EasyDate”, nos quais o FLUNITRAZEPAM é furtivamente adicionado em festas nas bebidas alcoólicas sem o consentimento dos consumidores, com o intuito de induzir sono ou severa desorientação nas vítimas facilitando a prática de crimes patrimoniais e/ou sexuais.
Os policiais federais realizaram diligências na cidade de Maceió/AL, local de onde a encomenda contendo os comprimidos de ROPHYNOL foi despachada, e na cidade de Votuporanga, no interior de São Paulo, visando identificar remetente e destinatário.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 15ª Vara Criminal da Capital e foram cumpridos nas residências dos suspeitos que, caso sejam condenados, podem se sujeitar a uma pena de até 15 anos de reclusão.





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