Líderes de organização criminosa do Paraná são presos em Maceió e Marechal Deodoro
A investigação constatou ainda que os lucros do narcotráfico eram escoados para o Nordeste
PC AL Uma Operação integrada entre a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) e as Polícias Civil (PCPR) e Militar (PMPR) do Paraná, realizada nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (24), resultou na prisão de cinco homens, que são apontados como os líderes de uma organização criminosa (Orcrim), acusada pelos crimes de homicídios, tráfico de drogas e lavagem de capitais, praticados na cidade de Curitiba-PR. Os acusados estavam foragidos e foram localizados e capturados em Maceió e Marechal Deodoro.
Em Alagoas, foram cumpridas cinco ordens judiciais e a ofensiva foi coordenada pelos delegados Igor Diego, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), Bruno Tavares, coordenador do Núcleo de Planejamento Operacional da PCAL (NPO-PCAL) e Thiago Teixeira, da Polícia Civil do Paraná (PCPR).
O efetivo utilizado pela PCAL na ação contou com as unidades táticas e operacionais da DRACCO, CORE, Capturas e do Núcleo de Planejamento Operacional. Além da participação das equipes da PCPR e PMPR.
A operação é resultado de uma investigação iniciada em junho de 2025 pela PCPR. O grupo identificado consolidou o domínio territorial no bairro após um conflito armado que culminou na neutralização de uma organização rival, passando a converter residências da região em depósitos estratégicos de armas e drogas, além de transformá-las em refúgios operacionais.
A equipe apurou que a estrutura criminosa era chefiada à distância por um indivíduo e seu braço direito. Ambos alegaram ter recebido supostas ameaças de morte e conseguiram transferir o cumprimento de suas penas para Maceió (AL).
A investigação constatou ainda que os lucros do narcotráfico eram escoados para o Nordeste a fim de sustentar um padrão de vida luxuoso das lideranças, as quais não possuíam nenhuma fonte de renda lícita.
Para dissimular a origem ilícita dos milhões arrecadados, a organização operava um esquema de lavagem de dinheiro que incluía familiares, esposas e empresas de fachada utilizadas para ocultar patrimônio.




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