Saiba quais tipos de apostas serão proibidas após decisão do governo
Nova regra entra em vigor no dia 4 de maio e proíbe apostas baseadas em previsões ligados a eventos esportivos, jogos, política e mais
iStock O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (24/4), medidas para proibir o mercado de apostas no país com foco em palpites baseados em previsões. A nova regra entra em vigor em 4 de maio.
O regulamento foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e proíbe a oferta e negociação de contratos derivativos (“apostas estruturadas” que funcionam como ativos financeiros) ligados a eventos esportivos reais, jogos virtuais on-line e acontecimentos de natureza política, eleitoral, social, cultural ou de entretenimento.
A proibição vale, inclusive, para plataformas estrangeiras.
Com a nova regra, ficam proibidos no Brasil contratos relacionados a:
- Resultados de jogos esportivos;
- Eleições e temas políticos;
- Reality shows e entretenimento;
- Eventos sociais ou culturais.
As bets serão proibidas?
A nova medida não se aplica nas chamadas “bets”, já que a legislação permite apostas do tipo. Diferente do mercado de previsões, nas bets o consumidor disputa um prêmio fixo contra a casa de apostas.
Já o mercado de previsão opera como uma bolsa de valores, com prêmio que oscila a depender do número de apostas. O cliente responde uma questão com “sim/não” sobre eventos futuros e disputa com os outros apostadores.
Com a proibição definida pelo governo, só ficam permitidos apostas preditivas sobre indicadores econômicos e financeiros, como inflação, juros e preços de commodities — bens primários com cotação internacional.
Mercado preditivo na mira
O mercado preditivo funciona como uma espécie de “bolsa de apostas” sobre eventos futuros, em que usuários compram e vendem contratos com base em perguntas objetivas — como “vai acontecer ou não?”. Se o evento se concretiza, há ganho financeiro; caso contrário, perda.
Segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a medida busca controlar esse tipo de operação. O objetivo, afirmou, é “proteger a renda, evitar perdas financeiras e reduzir a exposição das famílias a práticas inseguras”.
Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que os produtos oferecidos por essas plataformas violam a lei aprovada pelo Congresso em 2023, que define os limites para apostas no país. Segundo ele, 28 plataformas já foram bloqueadas.
A medida foi detalhada em coletiva com Durigan e Belchior, além de autoridades como Octavio Pieranti, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); Ricardo Morishita, da Secretaria Nacional do Consumidor; Danielle Correa Cardoso, da Secretaria de Prêmios e Apostas; e Regis Dudena, da Secretaria de Reformas Econômicas.




COMENTÁRIOS