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Arapiraca,03/05/2026

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Mulheres ocupam mais vagas, mas seguem com salários menores em Alagoas

Presença cresce, renda não acompanha

Redação com MTE
Mulheres ocupam mais vagas, mas seguem com salários menores em Alagoas Foto: Magnific.com

O mercado de trabalho em Alagoas tem registrado avanços na participação feminina, mas ainda convive com disparidades importantes, especialmente no que se refere à remuneração. Levantamento recente aponta que, embora mais mulheres estejam ocupando postos formais  com destaque para o aumento da presença de mulheres negras , a diferença salarial entre os gêneros permanece significativa.

Dados atualizados indicam que o estado conta com centenas de empresas de grande porte, responsáveis por cerca de 169 mil vínculos empregatícios. Desse total, pouco mais de 52 mil são ocupados por mulheres, enquanto os homens representam a maior parte da força de trabalho, com aproximadamente 117 mil postos. Em ambos os grupos, há predominância de trabalhadores negros.

O crescimento da presença feminina segue uma tendência nacional. Nos últimos anos, houve expansão consistente da participação de mulheres no mercado formal, especialmente entre as negras, que vêm ampliando seu espaço em empresas de maior porte. Ainda assim, esse avanço não tem sido acompanhado por igualdade nos salários.

Em Alagoas, a renda média das mulheres gira em torno de R$ 2,5 mil, enquanto os homens recebem cerca de R$ 2,8 mil. A desigualdade se acentua quando analisado o recorte racial: mulheres negras estão entre as mais afetadas, com rendimentos inferiores tanto em comparação às mulheres não negras quanto aos homens, independentemente da cor.

No cenário nacional, o quadro se repete. A diferença salarial no setor privado ultrapassa 20%, evidenciando que a desigualdade de gênero no trabalho é um fenômeno estrutural.

Outro dado que chama atenção é a baixa adesão das empresas a políticas de incentivo à equidade. Em Alagoas, menos de 25% dos estabelecimentos de grande porte adotam medidas voltadas à contratação ou promoção de mulheres, o que limita o avanço mais acelerado da igualdade no ambiente corporativo.

Apesar dos progressos observados, especialistas apontam que ainda há desafios relevantes para garantir condições mais justas no mercado de trabalho. A ampliação da participação feminina, por si só, não tem sido suficiente para eliminar desigualdades históricas, especialmente no que diz respeito à remuneração e às oportunidades de crescimento profissional.




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