Superlotação na Maternidade Santa Mônica deixa recém-nascido há três dias sem berço em Alagoas
Sindicato dos Médicos denuncia falta de leitos e uso improvisado de espaços na unidade; caso repercute e gera críticas nas redes sociais
Foto: Divulgação Um recém-nascido está há três dias sendo mantido no colo da avó no corredor da Maternidade Santa Mônica, em Alagoas, sem acesso a um berço, devido à falta de estrutura e acomodação na unidade. A denúncia foi feita nesta quarta-feira (29) pela presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), Silvia Melo.
Segundo o sindicato, a situação reflete um problema recorrente de superlotação na maternidade, que já vinha sendo alertado em denúncias recentes. Na terça-feira (28), a entidade informou que gestantes de alto risco estavam sendo colocadas na área de triagem, espaço destinado apenas à avaliação inicial de pacientes.
Ainda conforme o Sinmed-AL, cerca de 14 gestantes chegaram a ser acomodadas de forma improvisada no dia anterior, o que reforça a falta de leitos e a insuficiência da estrutura para atender a demanda crescente da unidade.
O caso gerou repercussão política. Em publicação nas redes sociais, o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) criticou a situação e afirmou que “quem entrega essa saúde ao alagoano merece ser preso”, destacando que, em sua avaliação, o problema não seria apenas financeiro, mas de gestão.
Até o momento, a Maternidade Santa Mônica não se posicionou sobre as denúncias.




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