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Arapiraca,05/05/2026

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Como a briga pelas vagas no ataque da seleção se acirrou a menos de duas semanas para a convocação

Foram 11 gols de 10 brasileiros na rodada do fim de semana

Fonte: oglobo.globo.com
Como a briga pelas vagas no ataque da seleção se acirrou a menos de duas semanas para a convocação Fotos de AFP e Flamengo

Longe de estar resolvida, a disputa por uma vaga no ataque da seleção na Copa do Mundo ficou ainda mais intensa. A rodada do fim de semana — que se encerrou oficialmente nesta segunda, com dois jogos do Campeonato Inglês — contou com 11 gols de dez nomes diferentes, numa mostra da dificuldade do técnico Carlo Ancelotti para montar a lista que irá anunciar no dia 18.

Vini Jr, que balançou as redes duas vezes na vitória do Real Madrid sobre o Espanyol, foi o grande destaque do fim de semana.

Outros nove atacantes registraram um gol cada na rodada. Na Inglaterra, Matheus Cunha, João Pedro, Rayan, Igor Thiago e Igor Jesus (estes dois últimos de pênalti) marcaram. Na França, Endrick; na Rússia, Luiz Henrique; no Brasil, Pedro; e, na Arábia Saudita, Marcos Leonardo.

Ancelotti planeja levar até nove para a Copa, e seis já vêm sendo considerados certos há algumas semanas: Vini Jr, Raphinha, Matheus Cunha, João Pedro, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique. A lista já foi maior, pois chegou a contar com o cortado Rodrygo e com Estêvão, hoje na luta por uma improvável recuperação de lesão na coxa direita.

Centroavantes travam duelo particular

Duas vagas pendentes devem ser de centroavantes, com Endrick e Igor Thiago favoritos. Mas a presença de Ancelotti no Maracanã, domingo, para ver Flamengo x Vasco, com foco especial em Pedro, é um indicativo de que o martelo ainda não foi batido.

Até alguns meses atrás, Pedro era considerado carta fora deste baralho. Prejudicado por lesões, só fez duas partidas pela seleção depois da Copa do Catar: os amistosos contra Guiné e Senegal. Fosse num ciclo de condições normais — com o mesmo treinador fazendo testes por quatro anos —, o camisa 9 rubro-negro provavelmente já não teria mais chances. Mas não é o caso do Brasil de Ancelotti, no cargo só há 11 meses e ainda não convencido dos centroavantes que levará.

Sem novas contusões este ano, Pedro engatou uma sequência de jogos pelo Flamengo e, com dez gols e duas assistências nos últimos 14 jogos, chamou a atenção do italiano e passou a ser considerado para a lista final, mesmo sem sequer ter sido testado por ele.

A temporada de Pedro e a transferência de Endrick para o Lyon deixaram a concorrência mais acirrada neste semestre. Em termos de participações diretas em gols, o rubro-negro se destaca: foram 16 marcados e quatro assistências — contra oito gols e sete assistências do atacante do clube francês e outras 14 bolas na rede de Igor Thiago.

Em relação a características, Pedro e o centroavante do Brentford estão em polos opostos. O primeiro é mais técnico, enquanto o outro se destaca mais pelo jogo físico. Já Endrick seria o meio termo entre os dois.

A maior diferença está nas ligas disputadas por cada um. Enquanto Endrick e, principalmente, Igor Thiago têm desafiado defesas formadas por jogadores de todo o mundo, Pedro se restringe a enfrentamentos contra rivais sul-americanos.

Apesar dos três serem, hoje, os mais cotados, a corrida ainda tem Igor Jesus e Richarlison. E vale lembrar que mesmo João Pedro, em situação mais confortável em termos de Copa, ainda tem o que buscar. Sem gols pela seleção, ele tenta se mostrar capaz de dar conta da titularidade. O golaço de bicicleta marcado ontem não evitou a derrota do Chelsea para o Nottingham Forest, mas pode ter reinjetado confiança nele.

Dúvida na direita e esquerda 'fechada'

É difícil que a provável terceira vaga aberta com a lesão de Estêvão seja dada a outro centroavante. A melhora no rendimento de Lucas Paquetá nas últimas semanas, apesar de uma contusão, deve fazer com que Ancelotti a dê ao jogador do Flamengo, formando seis meio-campistas (com Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho, Andrey Santos e Danilo) no elenco.

No lado direito do ataque, o italiano já conta com Raphinha — recuperado da lesão que o deixou fora por um mês — e Luiz Henrique. Caso ele sinta necessidade de mais uma peça para este lado, Rayan se mantém em evidência (dois gols e uma assistência nos últimos três jogos pelo Bournemouth) e segue como opção.

Onde parece não haver mais disputas é no lado esquerdo do ataque, com Vini e Gabriel Martinelli. E, em meio a esta corrida, quem fica cada vez mais para trás é Neymar. Fora do clássico com o Palmeiras, só foi assunto no fim de semana pelo desentendimento com Robinho Jr no Santos. Isso enquanto a concorrência marcava gols.





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