MPF cobra melhorias de acessibilidade após denúncia de estudante tetraplégico em faculdade de Medicina de Maceió
Foto: Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas informou que segue acompanhando o caso envolvendo um estudante tetraplégico do curso de Medicina de uma instituição privada em Maceió, após denúncias de falta de acessibilidade no ambiente acadêmico.
Em nova reunião realizada na última quinta-feira (14), a família do aluno relatou que, mesmo após tratativas iniciadas em março, ainda não teriam sido solucionados problemas estruturais considerados essenciais para a permanência e segurança do estudante na instituição.
Entre as dificuldades apontadas estão barreiras de locomoção entre blocos, piso irregular em áreas de acesso, elevadores com falhas frequentes e limitações em banheiros adaptados. Segundo os familiares, essas condições impactam diretamente a rotina do aluno, que utiliza cadeira de rodas e necessita de suporte para procedimentos de saúde diários.
A reunião foi conduzida pela procuradora da República Roberta Bomfim e pelo procurador regional dos direitos do cidadão Bruno Lamenha, que acompanham o caso no âmbito do MPF.
Durante o encontro, os familiares também relataram que o espaço indicado como acessível pela instituição não ofereceria condições adequadas de higiene e estrutura, o que aumentaria preocupações relacionadas à saúde do estudante.
Ainda segundo a família, algumas adaptações feitas pela faculdade teriam sido pontuais, como intervenções no estacionamento, sem resolver problemas estruturais mais amplos. Eles também afirmaram que avaliam a possibilidade de transferência do aluno para outra instituição.
Apesar das dificuldades relatadas, os pais destacaram que o estudante recebe apoio de professores e setores acadêmicos.
O MPF reforçou que continuará acompanhando o caso e poderá adotar novas medidas caso sejam constatadas irregularidades. O órgão também destacou a importância do cumprimento das normas de acessibilidade no ensino superior, especialmente em cursos da área da saúde.
Segundo o procurador Bruno Lamenha, a situação envolve barreiras consideradas incompatíveis com o direito à educação inclusiva.
O caso segue em análise pelo Ministério Público Federal, que mantém diálogo com a família e a instituição de ensino.




COMENTÁRIOS