Severino Angelino / Saúde Mental
A Urgente Necessidade de Investir em Saúde Mental
No SUS, longas filas, falta de profissionais e escassez de recursos dificultam o acesso ao cuidado adequado
Por Severino Angelino A saúde mental deixou de ser um tabu e se tornou uma das maiores demandas da atualidade. O aumento expressivo de quadros de ansiedade, depressão e estresse tem sobrecarregado tanto o sistema público quanto o privado de saúde, revelando uma estrutura que não consegue acompanhar a gravidade do problema.
Fatores como a pandemia, as pressões da vida moderna e as instabilidades sociais e econômicas intensificaram o sofrimento psíquico da população. O Brasil está entre os países com maiores índices de transtornos de ansiedade e apresenta números alarmantes de depressão, afetando milhões de pessoas. Apesar do avanço na conscientização, os serviços especializados seguem insuficientes para atender essa crescente demanda.
No SUS, longas filas, falta de profissionais e escassez de recursos dificultam o acesso ao cuidado adequado. No setor privado, o alto custo dos tratamentos e abordagens superficiais tornam o acompanhamento contínuo inacessível para muitos. Como consequência, quadros se agravam, a qualidade do atendimento é comprometida e problemas sociais como afastamentos do trabalho, isolamento e suicídio se intensificam.
Diante desse cenário, investir em saúde mental é urgente. Isso inclui ampliar a formação de profissionais, fortalecer centros de atenção psicossocial, utilizar a telemedicina com responsabilidade e promover educação emocional em escolas, empresas e comunidades. Reduzir o estigma e facilitar o acesso ao cuidado são passos essenciais.
Cuidar da saúde mental é cuidar da vida. Sem investimentos concretos e políticas eficazes, o sofrimento continua invisível e silencioso. Garantir acesso a um cuidado digno é um compromisso coletivo com o bem-estar individual e social.



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