Mulher é indiciada por homicídio qualificado após namorado morrer em incêndio em Maceió
Ana Beatriz dos Santos é suspeita de provocar o incêndio que matou Luiz Gustavo Nascimento Lins, de 29 anos, em uma kitnet no bairro do Farol
Foto: Divulgação A Polícia Civil de Alagoas indiciou Ana Beatriz dos Santos por homicídio qualificado pela morte do namorado, Luiz Gustavo Nascimento Lins, de 29 anos, durante um incêndio em uma kitnet localizada no bairro do Farol, em Maceió. O caso ocorreu no dia 1º de abril e, segundo as investigações, há indícios de que o fogo tenha sido provocado de forma intencional.
Luiz Gustavo sofreu queimaduras em cerca de 90% do corpo e morreu após ser socorrido e encaminhado para atendimento médico. Ana Beatriz também ficou ferida no incêndio, com queimaduras de segundo grau no braço direito, pé esquerdo e nas duas pernas. Na época, ainda hospitalizada, ela negou que o fogo tivesse sido provocado de propósito e afirmou que o namorado havia ajudado a salvá-la.
Durante o inquérito, a polícia encontrou vestígios de combustível no imóvel e identificou divergências nos relatos apresentados pela investigada sobre a origem do incêndio. Inicialmente, Ana Beatriz teria informado que uma explosão provocada por vazamento de gás havia iniciado o fogo.
A perícia, entretanto, apontou que o botijão, as mangueiras e os componentes do fogão estavam intactos e não apresentavam sinais de ação térmica compatíveis com uma explosão. Posteriormente, durante atendimento no Instituto Médico Legal (IML), a investigada apresentou outra versão e afirmou que Luiz Gustavo mantinha gasolina armazenada na kitnet e que o incêndio teria começado após uma explosão do combustível.
Os exames realizados nas vítimas também foram considerados pela investigação para tentar esclarecer a dinâmica do incêndio. A polícia avaliou a diferença entre a extensão das queimaduras sofridas por Luiz Gustavo e as lesões apresentadas por Ana Beatriz como parte dos elementos reunidos no inquérito.
Com a conclusão das investigações, o caso foi encaminhado à Vara do Tribunal do Júri de Maceió. O Ministério Público de Alagoas deverá analisar o material produzido pela Polícia Civil e decidir se apresenta denúncia contra a investigada.
O indiciamento não significa condenação. Ana Beatriz ainda deverá responder ao processo, caso seja denunciada pelo Ministério Público, e terá direito à defesa e ao contraditório.




COMENTÁRIOS