PF afasta servidores e investiga desvio de recursos em contratos da Prefeitura de Capela
Operação apura suspeita de direcionamento de licitações, superfaturamento e pagamentos por serviços não executados; Justiça bloqueou R$ 4,67 milhões em bens
Foto: Divulgação A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (15), a Operação Rota Paralela para investigar um suposto esquema de desvio de recursos federais envolvendo contratos de locação de veículos e máquinas da Prefeitura de Capela, em Alagoas. Durante a ação, servidores públicos investigados foram afastados das funções por determinação judicial.
Segundo a PF, o esquema teria funcionado entre 2018 e 2024, período em que sucessivas licitações teriam sido direcionadas para favorecer uma empresa do setor. As investigações apontam ainda possíveis irregularidades na condução dos processos licitatórios e na fiscalização dos contratos firmados pelo município.
A suspeita é de que os recursos tenham sido desviados por meio de superfaturamento dos valores contratados e de pagamentos referentes a serviços que não teriam sido executados integralmente. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou uma estimativa do valor que teria sido efetivamente desviado.
Como parte das medidas autorizadas pela Justiça, foram bloqueados R$ 4,67 milhões em bens dos investigados. Também foi determinado o afastamento de servidores públicos que estariam envolvidos no esquema. A PF não informou quantos funcionários foram afastados nem revelou os cargos ocupados por eles.
Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios de Capela, Maceió, Rio Largo e Atalaia. As diligências contam com a participação da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL), que auxilia na análise dos contratos e dos recursos públicos envolvidos.
Durante a operação, os investigadores procuram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para esclarecer como funcionava o suposto esquema, a participação de cada investigado e o destino dos recursos federais repassados ao município.
Os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes relacionados a fraude e restrição da concorrência em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação ainda está em andamento e a condição de investigado não significa condenação, cabendo à Justiça analisar as responsabilidades ao longo do processo.




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