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Arapiraca,23/10/2026

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Polícia Civil investiga ligação com o tráfico na morte de mulher trans em Santa Luzia do Norte

Paolla Paullyne Freitas Araújo de Alencar Vital, de 34 anos, foi morta a tiros no Centro do município; investigação apura possível relação do crime com disputas criminosas.

Redação
Polícia Civil investiga ligação com o tráfico na morte de mulher trans em Santa Luzia do Norte Foto: Divulgação


A Polícia Civil de Alagoas investiga o assassinato de Paolla Paullyne Freitas Araújo de Alencar Vital, mulher trans de 34 anos, morta a tiros na noite de quinta-feira (22), no Centro de Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió. O caso é tratado como homicídio qualificado.


O crime aconteceu na Rua Tiradentes, nas proximidades da Escola Municipal Professora Iolanda Romeiro Lopes, em uma área conhecida como Beco Sem Saída. A Guarda Municipal foi a primeira a atender a ocorrência e isolou o local até a chegada da Polícia Militar. A perícia identificou pelo menos duas lesões provocadas por disparos de arma de fogo.


Segundo informações preliminares da investigação, Paolla havia vivido por alguns meses no município, se afastou e retornou recentemente. Relatórios policiais apontam uma possível ligação dela com o tráfico de drogas e indicam que exerceria papel de liderança em uma organização criminosa na região. A principal linha investigativa considera a hipótese de que o assassinato esteja relacionado a conflitos ligados ao narcotráfico.


Até o momento, a Polícia Civil informou que as apurações iniciais não apontam motivação política ou indícios de crime relacionado à identidade de gênero. A hipótese, no entanto, integra o contexto investigativo e depende do esclarecimento das circunstâncias e da autoria do homicídio.


Paolla era natural de Coqueiro Seco, onde chegou a disputar uma vaga de vereadora, e também atuava como ativista LGBTQIA+. Após a morte, o Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT de Alagoas divulgou nota de pesar e cobrou uma investigação rigorosa, célere e transparente. A Polícia Civil continua realizando diligências para identificar os responsáveis e esclarecer a participação de possíveis envolvidos.






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