Artesanato produzido por reeducandos de Alagoas ganha destaque em encontro nacional do Judiciário
Peças confeccionadas no sistema prisional foram apresentadas a representantes da Justiça de todo o país durante evento realizado em Maceió.
Foto: Divulgação O trabalho desenvolvido por pessoas privadas de liberdade em Alagoas ganhou visibilidade durante o 98º Encontro Nacional de Corregedoras e Corregedores da Justiça do Brasil (Encoge). Os participantes do evento conheceram produtos confeccionados nas oficinas da Fábrica de Esperança, iniciativa que oferece oportunidades de trabalho e contribui para a ressocialização no sistema prisional alagoano.
Realizado na Jatiúca, em Maceió, o encontro foi promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas e reuniu representantes do Judiciário de diferentes estados. A programação foi encerrada nesta sexta-feira (6), com debates sobre gestão judiciária, atuação correicional e aprimoramento dos serviços prestados à população.
Durante três meses, os reeducandos produziram mais de 900 brindes destinados aos participantes. Entre os itens confeccionados estão echarpes, ecobags e jangadas de filé, mapas dos estados brasileiros, marca-páginas e passadeiras. A produção contou com materiais disponibilizados pela organização do evento.
O corregedor-geral do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), desembargador Fábio Ferrário, destacou a importância do trabalho como instrumento de recuperação e reintegração social. Para ele, a exposição das peças demonstra o potencial da iniciativa desenvolvida pela Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).
Além dos brindes distribuídos, outras peças ficaram disponíveis para comercialização. O secretário da Seris, Diogo Teixeira, ressaltou que os produtos da Fábrica de Esperança já foram apresentados em outros estados e defendeu a ampliação das oportunidades de trabalho e educação para pessoas privadas de liberdade.
A experiência também chamou a atenção de representantes de outros tribunais. Bruna Patrícia, chefe de gabinete da Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins, conheceu pela primeira vez o artesanato em filé produzido pelos reeducandos e adquiriu algumas peças durante o evento. Ela elogiou o trabalho e manifestou o desejo de que a produção tenha continuidade.
A participação no Encoge ampliou a divulgação do artesanato alagoano e apresentou aos integrantes do Judiciário uma das iniciativas de ressocialização desenvolvidas no estado, que utiliza o trabalho e a valorização da cultura regional como caminhos para a reintegração à sociedade.




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