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Arapiraca,26/02/2026

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PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão após abertura de processo disciplinar

Medida publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26) manda filho de ex-presidente também devolver a arma de propriedade da instituição

SBT News
PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão após abertura de processo disciplinar Deputado federal Eduardo Bolsonaro durante entrevista à Reuters em Washington | Foto: reprodução/Reuters

A Polícia Federal afastou preventivamente Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão, que ele ocupa na corporação, até a conclusão do processo administrativo disciplinar instaurado para apurar faltas ao trabalho. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (26).

A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro. O documento determina o afastamento do servidor até a decisão final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), aberto no fim de janeiro para investigar a ausência de Eduardo ao posto na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis.

O processo apura se houve faltas injustificadas que possam caracterizar abandono de cargo. O ato determina a entrega da carteira funcional e da arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis, salvo decisão em contrário da autoridade responsável pelo caso.

No mês passado, a Corregedoria da PF no Rio já havia instaurado procedimento disciplinar sumário para apurar as ausências. Eduardo Bolsonaro teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro por faltas às sessões da Câmara e, após o fim do mandato, foi convocado a reassumir o cargo na Polícia Federal.

A corporação havia determinado, em ato publicado no início de janeiro, o retorno imediato às atividades. A ausência injustificada poderia resultar na adoção de medidas administrativas, o que culminou na abertura do processo disciplinar e, agora, no afastamento preventivo.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início de 2025. Em janeiro, ele afirmou que não retornaria ao Brasil por se considerar alvo de perseguição política. O processo na Polícia Federal pode resultar em demissão, caso fique comprovada infração administrativa.




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