Grupo ligado ao MST ocupa área da Mineração Vale Verde em Craíbas
Manifestação denuncia os impactos da mineradora na região e cobra atenção do Poder Público para o caso
Foto: MST Uma área da Mineração Vale Verde, localizada no município de Craíbas, no Agreste de Alagoas, foi ocupada na manhã da segunda-feira (9) por manifestantes ligados a movimentos sociais do campo. A mobilização integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra.
Segundo a informação apurada na manhã desta terça-feira (10) pelo portal Líder Notícias, o grupo acampado do lado externo do portão principal da MVV as margens da AL 486, em Craíbas.
Durante a ocupação, guarnições da Polícia Militar, da Rocam e do Pelotão de Operações Policiais Especiais (Pelopes) foram acionadas para acompanhar a situação e iniciar negociações com os manifestantes.
Participam do ato integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de outros movimentos populares, entre eles o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento Popular de Luta (MPL), Movimento Via do Trabalho (MVT), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Movimento Terra Livre.
De acordo com a página do MST, durante o ato, as mulheres reafirmam a necessidade de barrar os avanços da mineração predatória na região e defender a vida das populações atingidas, em consonância às diversas denúncias que a mineradora tem recebido no último período.
Os movimentos afirmam que comunidades próximas à área da mina relatam problemas como tremores de terra, rachaduras em residências, morte de animais e possíveis impactos em cursos d’água. Segundo os manifestantes, explosões utilizadas no processo de extração mineral estariam afetando diretamente moradores da região.
Além das críticas às atividades de mineração, as manifestantes também cobraram avanços na reforma agrária em Alagoas. Entre as demandas apresentadas está a realização de uma audiência com o governador Paulo Dantas para discutir a destinação de terras da massa falida do Grupo João Lyra e a suspensão de despejos de famílias que vivem em acampamentos no estado.
De acordo com os movimentos sociais, a distribuição de terras é apontada como alternativa para ampliar a produção de alimentos, gerar trabalho no campo e promover desenvolvimento aliado à preservação ambiental.




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