Novo Desenrola deve permitir uso do FGTS para renegociação de dívidas
Programa em fase final de ajustes pelo governo prevê limite no saque e pode beneficiar milhões de brasileiros inadimplentes
Novo Desenrola prevê uso do FGTS para renegociação de dívidas e pode beneficiar milhões de brasileiros inadimplentes. Foto: Divulgação O governo federal deve lançar ainda esta semana o novo programa de renegociação de dívidas, conhecido como “Desenrola 2.0”. A proposta inclui a possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como uma das formas de quitar débitos.
A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, durante agenda em São Paulo com representantes do setor bancário. Segundo ele, a medida está em fase final de negociações com instituições financeiras.
De acordo com o ministro, o uso do FGTS será permitido, mas com limitações. O saque deverá ser parcial e vinculado exclusivamente ao pagamento das dívidas incluídas no programa, sem ultrapassar o valor devido.
O novo Desenrola também contará com participação do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que deve dar suporte às renegociações e ampliar a capacidade de concessão de descontos, que podem chegar a até 90%, segundo estimativas do governo.
A proposta tem como foco dívidas como cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial, consideradas de maior impacto no endividamento das famílias brasileiras.
O governo afirma que o objetivo é reduzir a inadimplência no país em um cenário ainda marcado por juros elevados, embora haja expectativa de queda nos próximos meses.
Apesar da ampliação das condições de renegociação, o Ministério da Fazenda reforça que o programa não terá caráter permanente, sendo uma medida excepcional, e não deve se tornar recorrente.
A expectativa oficial é de que o novo Desenrola alcance dezenas de milhões de brasileiros. Na versão anterior do programa, cerca de 15 milhões de pessoas foram beneficiadas, com mais de R$ 53 bilhões em dívidas renegociadas.




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