Sport apresenta balanço financeiro com déficit recorde de R$ 112,4 milhões
Números referentes ao ano de 2025 também mostraram patrimônio líquido negativo
Yuri Romão ex-presidente do Sport — Foto: Anderson Stevens / Sport Club do Recife O ano em que foi rebaixado com a pior campanha de um clube do Nordeste no Campeonato Brasileiro (apenas 17 pontos e duas vitórias) também registou o maior déficit na história do Sport.
Nesta quinta-feira (30), o clube publicou no jornal Folha de Pernambuco o seu balanço financeiro referente ao ano de 2025, que apontou um prejuízo nas contas no valor de R$ 112,4 milhões.
De acordo com levantamento feito pelo jornalista Cássio Zirpoli, até então, o maior déficit da história do Sport havia sido de R$ 70 milhões, em 2021, ano em que as receitas foram impactadas pela pandemia da Covid-19 e que o clube viveu uma instabilidade política, com cinco presidentes
O déficit financeiro de R$ 112,4 milhões é quase sete vezes maior que o apontado no balanço de 2024, que foi de 16,5 milhões. Nos dois anos, o Sport teve como presidente Yuri Romão, que renunciou ao cargo em novembro, alegando perda de condições políticas para administrar o clube.
Por outro lado, o clube teve uma receita total (operacional líquida + receitas financeiras) de R$ 182,7 milhões. Número superior ao de 2024, que foi de R$ 142,2 milhões. Mas terminou a temporada com menos dinheiro em caixa. Segundo o balanço, apenas R$ 2,3 milhões, contra R$ 31 milhões em 2024.
Patrimônio líquido negativo
Com o déficit recorde, o passivo do clube também gerou outro dado preocupante. Isso porque o patrimônio líquido do Sport, que é a diferença entre ativos (bens e direitos) e passivos (dívidas e obrigações), que era calculado em R$ 82,3 milhões passou a ser negativo de R$ 21,7 milhões.
Isso significa dizer que, hipoteticamente, mesmo se o Sport vender tudo o que tem em seu nome (estádio, CT, jogadores), ainda faltariam R$ 21,7 milhões para pagar todas as dívidas.
No relatório publicado, a atual administração do clube, que tem como presidente Matheus Souto Maior, eleito para um mandato tampão até o final deste ano, comentou os números negativos. E chamou o ano de 2025 como "um dos períodos mais adversos da história recente do Sport Club do Recife".
- O crescimento da arrecadação não foi acompanhado por qualquer disciplina na gestão de custos, resultando em deterioração expressiva do patrimônio e da posição de caixa. A gestão conduzida durante a maior parte do exercício de 2025 foi marcada por antecipação de receitas de exercícios futuros, contratações de atletas em patamares incompatíveis com a realidade econômica do clube, rescisões contratuais com impactos financeiros relevantes e comprometimento do fluxo de caixa sem respaldo em planejamento orçamentário - completou o relatório.




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