Polícia Civil cria comissão especial para apurar assassinato de dois agentes em viatura em Delmiro Gouveia
Foto: Divulgação A Polícia Civil de Alagoas instituiu uma comissão especial de delegados para investigar a morte dos agentes Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 41 anos, assassinados dentro de uma viatura oficial no município de Delmiro Gouveia.
O caso é tratado inicialmente como homicídio qualificado e está sob responsabilidade da Polícia Civil de Alagoas. A equipe de investigação será formada pelos delegados Sidney Tenório, Flávio Dutra e Antônio Carlos Lessa.
Durante coletiva de imprensa, a corporação informou que a perícia encontrou duas cápsulas deflagradas e uma munição intacta dentro do veículo onde ocorreu o crime, material que deve auxiliar na reconstituição da dinâmica dos disparos.
O principal suspeito é o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, preso em flagrante horas após o ocorrido. Ele teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia.
Segundo informações levantadas pela investigação, os três agentes haviam participado de diligências em municípios do Sertão alagoano e, após o encerramento do serviço, teriam feito uma parada para alimentação antes de seguir viagem de volta a Delmiro Gouveia.
Em depoimento, o suspeito afirmou ter consumido bebida alcoólica com os colegas e declarou não se lembrar do momento dos disparos. Ele relatou ainda que teria passado para o banco traseiro da viatura enquanto outro agente conduzia o veículo.
As vítimas foram atingidas na cabeça e não apresentaram sinais de reação. Yago Gomes foi baleado na região da têmpora, enquanto Denivaldo Jardel foi atingido na nuca, conforme os primeiros levantamentos periciais.
Após os disparos, o suspeito teria deixado o local e sido localizado posteriormente na residência de sua companheira, onde acabou preso por equipes policiais. Com ele, foram apreendidos a arma funcional, munições, carregadores e um par de tênis com vestígios de sangue.
A Polícia Civil informou ainda que não há registros de desentendimentos anteriores entre os envolvidos, que mantinham relação de convivência profissional há anos. A Corregedoria também abriu procedimento administrativo disciplinar que pode resultar na perda do cargo do servidor investigado.
Exames complementares, como laudos toxicológicos e periciais, seguem em andamento para esclarecer as circ
unstâncias do crime.




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