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Arapiraca,20/05/2026

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Polícia Civil cria comissão especial para apurar assassinato de dois agentes em viatura em Delmiro Gouveia

Redação
Polícia Civil cria comissão especial para apurar assassinato de dois agentes em viatura em Delmiro Gouveia Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Alagoas instituiu uma comissão especial de delegados para investigar a morte dos agentes Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 41 anos, assassinados dentro de uma viatura oficial no município de Delmiro Gouveia.


O caso é tratado inicialmente como homicídio qualificado e está sob responsabilidade da Polícia Civil de Alagoas. A equipe de investigação será formada pelos delegados Sidney Tenório, Flávio Dutra e Antônio Carlos Lessa.


Durante coletiva de imprensa, a corporação informou que a perícia encontrou duas cápsulas deflagradas e uma munição intacta dentro do veículo onde ocorreu o crime, material que deve auxiliar na reconstituição da dinâmica dos disparos.


O principal suspeito é o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, preso em flagrante horas após o ocorrido. Ele teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia.


Segundo informações levantadas pela investigação, os três agentes haviam participado de diligências em municípios do Sertão alagoano e, após o encerramento do serviço, teriam feito uma parada para alimentação antes de seguir viagem de volta a Delmiro Gouveia.


Em depoimento, o suspeito afirmou ter consumido bebida alcoólica com os colegas e declarou não se lembrar do momento dos disparos. Ele relatou ainda que teria passado para o banco traseiro da viatura enquanto outro agente conduzia o veículo.


As vítimas foram atingidas na cabeça e não apresentaram sinais de reação. Yago Gomes foi baleado na região da têmpora, enquanto Denivaldo Jardel foi atingido na nuca, conforme os primeiros levantamentos periciais.


Após os disparos, o suspeito teria deixado o local e sido localizado posteriormente na residência de sua companheira, onde acabou preso por equipes policiais. Com ele, foram apreendidos a arma funcional, munições, carregadores e um par de tênis com vestígios de sangue.


A Polícia Civil informou ainda que não há registros de desentendimentos anteriores entre os envolvidos, que mantinham relação de convivência profissional há anos. A Corregedoria também abriu procedimento administrativo disciplinar que pode resultar na perda do cargo do servidor investigado.


Exames complementares, como laudos toxicológicos e periciais, seguem em andamento para esclarecer as circ

unstâncias do crime.




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