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Arapiraca,26/05/2026

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Venda de atestados falsos em nome da UPA Trapiche é investigada pela Polícia Civil em Maceió

Redação
Venda de atestados falsos em nome da UPA Trapiche é investigada pela Polícia Civil em Maceió Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Alagoas investiga um esquema de comercialização ilegal de atestados médicos falsificados emitidos em nome da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Trapiche da Barra, em Maceió. A fraude foi descoberta após denúncia formalizada pela direção da unidade de saúde, que identificou a circulação de documentos fraudulentos utilizados para justificar faltas no trabalho.

Segundo as investigações iniciais, os atestados eram ofertados em grupos de aplicativos de mensagens e comercializados mediante pagamento via Pix. Para dar aparência de autenticidade, os suspeitos utilizavam informações oficiais da UPA, como logotipo, endereço da unidade e até o número de registro profissional de uma médica que presta serviços no local.

O caso também passou a ser acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal). A profissional que teve os dados utilizados indevidamente registrou boletim de ocorrência e comunicou oficialmente o caso ao conselho, que apura a situação na esfera administrativa.

O material foi encaminhado ao delegado responsável, que deverá remeter o caso para a delegacia da área, onde será realizada a identificação dos administradores dos grupos de mensagens e o rastreamento das contas bancárias que recebiam os valores das negociações.

A Polícia Civil alerta que tanto os responsáveis pela produção e venda dos documentos quanto os compradores podem responder criminalmente. Quem utiliza atestado falso pode ser enquadrado por uso de documento falso, crime cuja pena pode chegar a três anos de prisão, além da possibilidade de demissão por justa causa.

Já os envolvidos na falsificação e comercialização podem responder por crimes como falsificação de documento, falsa identidade, falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina, com penas que, somadas, podem ultrapassar cinco anos de reclusão.

Em nota oficial, a direção da UPA Trapiche informou que adota rígidos protocolos internos para emissão e controle de documentos médicos e reforçou que qualquer suspeita deve ser denunciada imediatamente às autoridades competentes.





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