Vacina contra dengue do Butantan é suspensa temporariamente; Ministério da Saúde orienta população vacinada
Foto: Divulgação A suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan gerou dúvidas entre milhares de brasileiros que já receberam o imunizante. O Ministério da Saúde informou que mais de meio milhão de doses foram aplicadas antes da interrupção preventiva da campanha de vacinação.
A medida foi adotada após o sistema de monitoramento identificar notificações de eventos adversos registrados após a aplicação da vacina. Entre os casos analisados, três foram classificados como graves e estão sob investigação para verificar se possuem relação com o imunizante.
A vacinação vinha sendo realizada em municípios selecionados para estudos de acompanhamento e também entre profissionais da atenção básica de saúde em diversas regiões do país. Segundo o governo federal, a suspensão faz parte dos protocolos de segurança adotados pelo Programa Nacional de Imunizações e não representa, por si só, a confirmação de problemas causados pela vacina.
Para quem já recebeu a dose, a orientação é manter atenção especial à saúde, principalmente durante as três semanas seguintes à aplicação. Caso surjam sintomas como febre, dores abdominais intensas, vômitos persistentes, tontura, sonolência excessiva, sangramentos ou sinais de desidratação, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
O Ministério da Saúde ressalta que a vacina do Butantan foi desenvolvida para oferecer proteção contra os quatro sorotipos da dengue e que as investigações em andamento buscam esclarecer a origem dos eventos registrados.
A suspensão anunciada nesta semana não afeta a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda. O imunizante continua sendo disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para os públicos contemplados pela estratégia nacional de vacinação.
Em nota, o Instituto Butantan afirmou que continuará colaborando com os órgãos reguladores e com o Ministério da Saúde para aprofundar as análises sobre a segurança da vacina. A instituição destacou que os estudos realizados até agora apontaram bons índices de proteção contra a doença e seus casos mais graves.
A expectativa é que, após a conclusão das avaliações técnicas, as autoridades sanitárias decidam sobre a retomada ou não da vacinação com o imunizante.




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