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Arapiraca,12/06/2026

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Vacina contra HPV previne diversos tipos de câncer, mas ainda enfrenta resistência por desinformação

Redação com Assessoria
Vacina contra HPV previne diversos tipos de câncer, mas ainda enfrenta resistência por desinformação Foto: Divulgação


A infecção pelo HPV está diretamente associada ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, como o de colo do útero — um dos mais incidentes entre mulheres no Brasil — além de tumores de ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe. O alerta é da oncologista clínica da Santa Casa de Maceió, Andrea Albuquerque.


Segundo a especialista, existem mais de 100 tipos do vírus, mas alguns apresentam maior risco de provocar alterações celulares que podem evoluir para câncer. Os tipos 16 e 18 estão entre os mais perigosos, enquanto os tipos 6 e 11 estão associados principalmente ao surgimento de verrugas genitais. Todos esses subtipos estão contemplados na vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Andrea explica que o HPV pode permanecer no organismo por longos períodos sem apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, o próprio sistema imunológico elimina o vírus, mas quando isso não ocorre, ele pode permanecer em estado latente e causar alterações ao longo do tempo.


Entre os sinais de alerta estão sangramentos, verrugas, feridas que não cicatrizam, manchas e alterações em regiões como colo do útero, vulva, vagina, ânus e pênis. Mesmo assim, a infecção muitas vezes evolui de forma silenciosa, reforçando a importância da prevenção.


A principal forma de proteção é a vacinação, disponível gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de adolescentes de até 19 anos que ainda não foram imunizados. Pessoas imunocomprometidas também podem ter indicação para receber a dose.


A oncologista ressalta ainda que não há qualquer evidência científica de que a vacina estimule o início precoce da vida sexual, um dos principais mitos que ainda afastam parte da população da imunização. Ela destaca que a vacina atua na prevenção da infecção e na redução do risco de câncer no futuro.


Além da vacinação, especialistas reforçam que exames preventivos continuam essenciais para o rastreamento e tratamento precoce de lesões causadas pelo vírus.


Dados do governo federal apontam que, entre 2026 e 2028, o Brasil deve registrar cerca de 19 mil novos casos de câncer do colo do útero, reforçando a importância da prevenção e do acesso à informação.






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