Cinco anos após fratura, paciente recupera função do punho com procedimento especializado no HMA
Foto: Divulgação Uma cirurgia de alta complexidade devolveu os movimentos do punho a um paciente atendido no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió. O homem conviveu por cinco anos com uma fratura no escafoide sem o tratamento adequado, situação que provocou o comprometimento progressivo da articulação e tornou necessária uma intervenção cirúrgica mais delicada.
Conforme a equipe médica, a ausência de tratamento no período recomendado fez com que a lesão evoluísse, afetando outros ossos do carpo, estrutura responsável pelos movimentos do punho. Diante do quadro avançado, os especialistas optaram por um procedimento reconstrutivo com o objetivo de preservar a articulação, aliviar a dor e devolver a funcionalidade do membro.
Durante a cirurgia, os médicos retiraram as áreas ósseas comprometidas, reconstruíram parte da articulação utilizando tecido do próprio paciente e realizaram uma técnica destinada a reduzir a transmissão dos estímulos dolorosos pelos nervos da região. A combinação dos procedimentos aumenta as chances de recuperação dos movimentos e melhora da qualidade de vida.
O ortopedista Nicéias Gusmão, especialista em cirurgia da mão, destaca que o tempo é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento de fraturas. Segundo ele, quando o atendimento é adiado, a lesão pode evoluir para um quadro de desgaste articular, exigindo cirurgias mais complexas e um processo de recuperação mais longo.
Mesmo diante da gravidade do caso, a expectativa é positiva. A equipe médica acredita que, após a reabilitação, o paciente consiga recuperar boa parte da mobilidade do punho e retomar atividades do dia a dia com menos dor e maior independência.
Referência em procedimentos ortopédicos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Metropolitano reforça que buscar atendimento logo após uma fratura é fundamental para evitar sequelas permanentes e reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas no futuro.




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