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Arapiraca,27/07/2026

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MST mantém acampamento em Maceió e pressiona governos por solução para áreas do antigo Grupo João Lyra

Movimento afirma que cerca de 5 mil famílias podem ser afetadas por possíveis despejos e cobra reunião com representantes dos governos estadual e federal.

Redação
MST mantém acampamento em Maceió e pressiona governos por solução para áreas do antigo Grupo João Lyra Foto: Divulgação

Cerca de mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem acampados em frente ao Palácio República dos Palmares, no Centro de Maceió, em protesto contra a possibilidade de despejo de famílias que ocupam áreas pertencentes ao antigo Grupo João Lyra. A mobilização, iniciada na segunda-feira (6), também se estende à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas.

O ato reúne trabalhadores rurais que reivindicam uma solução definitiva para a situação das terras onde funcionavam as usinas Laginha e Guaxuma. Segundo os organizadores, aproximadamente 5 mil famílias vivem nas áreas ocupadas e podem ser diretamente atingidas caso decisões judiciais de reintegração de posse sejam executadas.

Entre as principais reivindicações está a abertura de uma mesa de negociação com o governador Paulo Dantas, o presidente nacional do Incra, César Aldrighi, e a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli. O movimento defende que os governos avancem nas tratativas para garantir a permanência das famílias e a regularização das áreas.

A manifestação ocorre após a Justiça de Alagoas decretar o encerramento do processo de falência da massa falida do Grupo João Lyra, decisão que voltou a colocar em discussão o destino das propriedades ocupadas por trabalhadores rurais desde 2014. De acordo com os movimentos sociais, embora tenham ocorrido negociações ao longo dos últimos anos entre os governos e representantes da massa falida, ainda não houve uma definição que assegure estabilidade às famílias.

Além do MST, participam do acampamento representantes da Frente Nacional de Luta (FNL), do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), do Movimento Via do Trabalho (MVT) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT). No local, os manifestantes instalaram barracos, cozinhas comunitárias e estruturas de apoio para permanecer mobilizados por tempo indeterminado, até que as reivindicações sejam discutidas pelas autoridades.




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