Junio Almeida / Futebol Alagoano
Uma derrota dentro e fora de campo: ASA x Operário MS
O ASA sai desse confronto com lições
Reprodução/FAF TVNa noite desta quarta-feira, o ASA voltou a carregar nas costas não apenas o peso da própria história, mas também a responsabilidade de representar o futebol alagoano em mais um capítulo da Copa do Brasil. Diante do Operário-MS, o time arapiraquense fez um jogo de entrega, intensidade e nervos à flor da pele — como costuma ser em competições eliminatórias.
Dentro de campo, o ASA mostrou organização tática e competitividade. Em jogos como esse, a margem de erro é mínima. Cada duelo individual vale mais, cada bola parada ganha contornos dramáticos. E o Fantasma, empurrado por sua torcida, soube competir. Pode ter faltado mais tranquilidade na definição das jogadas — especialmente no terço final — mas não faltou entrega.
A Copa do Brasil é cruel. Ela não perdoa desatenções, tampouco premia apenas quem joga melhor; premia quem é mais eficiente. E eficiência, muitas vezes, se resume a detalhes. O ASA competiu, lutou, tentou impor seu ritmo. Mas o futebol é decidido em momentos. E momentos precisam ser aproveitados.
No entanto, se dentro de campo o duelo foi marcado por tensão esportiva, fora dele o cenário foi lamentável. Após o apito final, cenas de violência mancharam o espetáculo. Confusões, invasões, agressões e atitudes que não condizem com a grandeza do futebol Alagoano e muito menos com a tradição do ASA.
É preciso dizer com clareza: rivalidade não é sinônimo de violência. Futebol é paixão, é provocação saudável, é debate acalorado nas redes sociais — algo que nós, do FutAlagoano, vivemos diariamente. Mas quando a emoção ultrapassa o limite do respeito, perde o esporte, perde o clube e perde o torcedor de bem.
O ASA sai desse confronto com lições. Lições técnicas, táticas e, principalmente, institucionais. O clube precisa seguir firme em seu planejamento, manter a competitividade, principalmente focado na final do Alagoano que já começa no próximo sábado, sobretudo, blindar sua imagem. O torcedor alvinegro merece ser lembrado pela força nas arquibancadas, não por episódios negativos.
Porém as marcas que rasgam a pele deixam cicatrizes, na súmula o árbitro da partida, José Mendonça da Silva Júnior, expõe os fatos ocorridos, que também foram visto pelo Brasil e pelo mundo através do YouTube. Punições devem ocorrer ao ASA, inclusive severas, deixando conturbado um ambiente que deveria ser de concentração para a decisão.
Que o foco volte a ser o futebol. Que as manchetes falem de gols, estratégias e superação — e não de violência. Porque o ASA é maior do que qualquer confusão. E o futebol alagoano também.



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