Paulo Marcello / Política da Hora
MDB surge como o “porto seguro” para JHC em 2026
Prefeito de Maceió avalia aliança histórica com Renan Calheiros, visando as duas vagas do Senado
Imagem IlustrativaApós a recente 'destituição' de aliados de JHC do comando do PL em Alagoas — uma manobra atribuída à influência de Arthur Lira (PP) em Brasília —, o prefeito de Maceió vê seu espaço na legenda bolsonarista encolher. Nesse contexto, o MDB desponta não apenas como uma alternativa, mas como a opção mais viável e "confiável" para as pretensões eleitorais do gestor em 2026.
A grande tese que circula nos bastidores, e que ganha força com a instabilidade partidária de JHC, é a formação de uma chapa única para o Senado. Em 2026, Alagoas elegerá dois senadores. O desenho político prevê uma "dobradinha" entre o atual senador Renan Calheiros (MDB) e JHC.
Para Renan Calheiros, ter JHC ao seu lado na chapa majoritária eliminaria seu principal adversário na capital, consolidando uma vitória quase certa para ambos. Para JHC, a migração para o MDB garantiria a estrutura partidária que o PL hoje coloca em xeque, além de livrá-lo da dependência política de Arthur Lira, que tem demonstrado apetite para controlar os rumos do centro-direita no estado.
Sinais de "bandeira branca" já foram emitidos.
Recentemente, Renan Calheiros fez um convite público para que JHC e seu grupo migrassem para o MDB, caso encontrassem dificuldades em outras legendas. Além disso, a indicação de nomes ligados a JHC para postos estratégicos e o arrefecimento das críticas mútuas indicam que a antiga rivalidade entre os "Calheiros" e o grupo de JHC pode dar lugar ao pragmatismo eleitoral.
Se confirmada a aliança, o MDB passaria a dominar as principais frentes, ou seja, com a provável candidatura de Renan Filho ou continuidade do grupo de Paulo Dantas. Além disso, a legenda passaria a contar com a Chapa Puro Sangue com Renan Calheiros e JHC.
Por fim, JHC renunciaria em abril para disputar o Senado, deixando o comando da capital com seu vice, Rodrigo Cunha, o que também faz parte das costuras políticas atuais.



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