Junio Almeida / Futebol Alagoano
CSE entre indefinição e instabilidade: o desafio de planejar 2026
O torcedor do CSE vive dias de incerteza
Tricolor enfrenta instabilidade O torcedor do CSE vive dias de incerteza. Com o fim da temporada 2025, o tricolor de Palmeira dos Índios ainda não anunciou o técnico que comandará o time no próximo ano, o que aumenta a apreensão de quem espera um projeto mais estruturado para 2026.
As negociações frustradas com Silvio Criciúma e Carlos Rabelo, dois nomes experientes e já conhecidos no futebol nordestino, deixaram o clube novamente sem rumo definido. A diretoria agora se vê diante da necessidade de buscar um treinador de perfil mais modesto, possivelmente local, que se encaixe nas condições financeiras do clube.
E é justamente na parte financeira que mora o principal obstáculo. Embora o CSE tenha recebido repasses regulares da Prefeitura de Palmeira dos Índios, conforme mostram os dados oficiais — R$ 748 mil (2021), R$ 1,515 milhão (2022), R$ 1,060 milhão (2023), R$ 1,745 milhão (2024) e R$ 800 mil até setembro de 2025, totalizando R$ 5,068 milhões em quatro anos e meio — o clube ainda enfrenta instabilidade orçamentária.
A soma parece alta, mas é preciso lembrar que boa parte desses recursos é direcionada à manutenção básica: folha salarial, logística, hospedagem e viagens durante o calendário das competições. Sem um projeto de captação de novos patrocinadores e sem receitas próprias consistentes, o CSE continua dependente do poder público — uma situação que limita o crescimento e compromete o planejamento de longo prazo.
A indefinição sobre o treinador é reflexo direto dessa realidade. Contratar um nome de peso exige investimento, e o clube, neste momento, parece optar por uma estratégia de sobrevivência. A escolha de um técnico local pode representar uma alternativa de custo menor e maior identificação com o elenco e a torcida.
Enquanto o torcedor cobra reforços e clareza, o CSE precisa olhar para dentro. Mais do que montar um time competitivo, é hora de repensar o modelo de gestão e encontrar formas de se tornar sustentável. Sem isso, qualquer temporada começará com o mesmo problema: a falta de rumo.



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