TSE mantém R$ 300 mil apreendidos em investigação sobre possível compra de votos em AL
Valor foi recolhido pela Polícia Federal antes das eleições de 2024; Justiça determinou prazo para conclusão do inquérito
Foto: Divulgação O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter sob custódia judicial os R$ 300 mil apreendidos pela Polícia Federal em setembro de 2024, durante uma investigação sobre possível compra de votos no município de Maribondo, no interior de Alagoas. A decisão também manteve o entendimento anterior da Justiça Eleitoral de que o dinheiro não deve ser devolvido enquanto as apurações estiverem em andamento.
A apreensão ocorreu no dia 30 de setembro daquele ano, depois que uma empresária rural retirou a quantia em espécie de uma agência do Banco do Brasil, em São Miguel dos Campos. Segundo a investigação, ela estava acompanhada de outras pessoas, incluindo um policial militar armado. A suspeita é de que o dinheiro pudesse ser utilizado para compra de votos durante o período eleitoral.
A defesa sustenta que os recursos têm procedência legal e são provenientes das atividades agropecuárias da empresária. Documentos fiscais e comprovantes de transações rurais foram apresentados à Justiça. Os advogados também afirmaram que o dinheiro seria destinado à aquisição de uma caminhonete para uso nas propriedades da investigada.
Ao analisar o caso, a Justiça Eleitoral considerou que a comprovação da origem dos recursos não esclarece, por si só, qual seria a finalidade do dinheiro no contexto eleitoral. O inquérito ainda busca esclarecer as circunstâncias do saque e a possível destinação dos R$ 300 mil.
Além de manter a apreensão, o TSE determinou que a investigação seja concluída em até 60 dias. O prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por mais 30 dias, mediante justificativa da Polícia Federal. Entre as diligências estão perícias em aparelhos celulares recolhidos durante a operação.




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