O Agreste tem pressa
Foto: Divulgação
Quem nasce no agreste alagoano aprende cedo que a terra não perdoa a espera. Aqui o fumo sempre foi cultivado com paciência, mas o futuro nunca aceitou ser tratado assim. Arapiraca cresceu embalada por gente que madruga, comerciante que abre a banca antes do sol, agricultor que olha para o céu com a certeza de que cada dia será melhor que o anterior, aliás, cada vez melhor.
É por isso que, a cada eleição, o arapiraquense faz uma conta simples, sem planilha. Ele quer saber quem vai levar a voz da cidade para onde as decisões são tomadas e quem conhece a rua, a feira, o posto de saúde e a estrada de barro, e não apenas o mapa.
Para isso, é importante que os candidatos saibam do lugar de onde falam. Isso faz diferença, porque quem representa uma região sem conhecê-la acaba defendendo uma ideia dela, e ideia não asfalta estrada, não amplia leito de hospital nem traz emprego.
Há ainda o valor da articulação. Uma cidade do porte de Arapiraca, polo comercial e de serviços para dezenas de municípios, depende de pontes entre as esferas de poder. Recursos, convênios e obras raramente chegam por acaso. Chegam quando alguém bate à porta certa, com insistência e com projeto na mão. Quando prefeitura, o legislativo e demais instâncias conversam na mesma língua e com o mesmo compromisso, o caminho entre a necessidade e a solução fica mais curto.
E o Agreste precisa de caminhos curtos. Precisa de saúde que funcione para quem vem de longe, de educação que prepare o jovem para ficar e não só para partir, de infraestrutura que escoe a produção e de oportunidades que segurem os filhos da terra. A região não pede favor, pede ser tratada como o motor econômico que é.
Defender essa união de nomes é defender a ideia de que o desenvolvimento se constrói com continuidade e com gente que responde pelo que faz perto de quem votou. Político que mora longe esquece, e o que mora perto é cobrado na padaria, na missa e no jogo de domingo.
Eleição é, no fundo, um ato de esperança prática. O eleitor entrega um voto na confiança de que ele volte em forma de obra, de atendimento, de dignidade. Quem aposta em Daniel, Lucas aposta numa Arapiraca que fala alto e é ouvida, e “num agreste que deixa de ser coadjuvante na história de Alagoas”, é o que defendem.
A terra espera, mas o agreste tem pressa, e a pressa do povo costuma ser boa conselheira.




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