Irmã de blogueiro assassinado diz em júri que crime teve relação com denúncias políticas em Junqueiro
Rosineide Farias prestou depoimento no julgamento do acusado de executar Adriano Farias e relatou ameaças, conflitos e impactos deixados pela morte do comunicador
Foto: Divulgação A irmã do blogueiro Adriano de Farias Firmino Silva, Rosineide Farias, afirmou durante depoimento à Justiça nesta segunda-feira (5) que acredita que o assassinato do comunicador ocorreu em razão das denúncias políticas feitas por ele contra a gestão municipal de Junqueiro. A declaração foi dada por videoconferência durante o júri popular de Carlos Henrique Ferreira Santos, acusado de ser o executor do crime.
Segundo informações do Ministério Público de Alagoas (MPAL), Rosineide relatou que as publicações feitas pelo irmão e conflitos anteriores envolvendo familiares do prefeito de Junqueiro teriam motivado o homicídio. Durante a oitiva, ela também mencionou supostas ameaças sofridas por Adriano após uma ação trabalhista contra uma empresa ligada à família do gestor municipal.
Em seu depoimento, a testemunha afirmou ainda que pessoas da cidade teriam receio de prestar informações por medo de represálias. Rosineide também descreveu detalhes do momento do crime, relatando que os disparos teriam sido efetuados de dentro de um veículo Jeep de cor preta.
Emocionada, a irmã do blogueiro falou sobre os impactos da morte na família e destacou que Adriano deixou duas filhas, atualmente com 9 e 11 anos. Ao tribunal, pediu a condenação dos envolvidos no assassinato.
O julgamento de Carlos Henrique Ferreira Santos, apontado pelas investigações como responsável pelos disparos, acontece no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, em Maceió. Familiares e amigos da vítima acompanham a sessão vestindo camisas com a imagem do comunicador e pedindo justiça.
O crime
Adriano Farias, de 33 anos, foi morto a tiros no dia 18 de junho de 2024, no povoado Retiro, zona rural de Junqueiro. Conforme a investigação policial, ele conduzia um Volkswagen Nivus vermelho quando foi alcançado por um Jeep Compass, de onde teriam partido os disparos.
O acusado Carlos Henrique Ferreira Santos foi preso em agosto de 2024, no município de Teotônio Vilela, e permanece em prisão preventiva. A defesa sustenta a negativa de autoria e afirma que o réu estava em outro local no momento do crime.
As investigações sobre uma possível autoria intelectual do homicídio seguem em processo separado. Maria Rejane da Silva e Valdir Joaquim da Silva Neto respondem na Justiça como supostos mandantes, conforme denúncia apresentada no caso.




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