MPE intensifica fiscalização em Alagoas durante eleições e apura denúncias de transporte irregular de eleitores
Operação mobilizou promotores, procuradores e servidores do MPF para combater práticas proibidas, como transporte ilegal de votantes e derramamento de santinhos
Foto: Divulgação O Ministério Público Eleitoral (MPE) reforçou a fiscalização durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 em Alagoas para investigar possíveis irregularidades cometidas durante a votação deste domingo (4). Entre as ocorrências apuradas estão denúncias de transporte irregular de eleitores e a prática conhecida como “voo da madrugada”, caracterizada pelo descarte de material de campanha próximo aos locais de votação.
A operação contou com a atuação de 90 promotores eleitorais nos municípios do interior, cinco procuradores da República que atuam junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) e mais de 20 servidores do Ministério Público Federal (MPF).
No município de Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas, o órgão abriu procedimento para investigar uma suspeita de transporte ilegal de eleitores. A denúncia passou a ser analisada pelas equipes responsáveis pela fiscalização eleitoral.
Além disso, equipes do MPE realizaram inspeções em diversos pontos do estado e identificaram descarte irregular de materiais de campanha nas proximidades de seções eleitorais. Em Maceió, foram registrados casos nos bairros Ponta Verde, Pajuçara, Poço, Santa Amélia, Petrópolis e Santa Lúcia. Situações semelhantes também foram verificadas em municípios do interior.
Durante a atuação, o Ministério Público Eleitoral também apreendeu materiais de propaganda considerados irregulares, incluindo windflags, veículos utilizados como outdoors móveis e carros de som com divulgação de jingles durante o período proibido pela legislação eleitoral.
As ações ocorreram em Maceió e em municípios como Paripueira, Viçosa, Delmiro Gouveia, Jequiá da Praia, Pilar e Quebrangulo.
As equipes ainda estiveram presentes nos locais de votação para orientar eleitores e mesários sobre as regras eleitorais, especialmente em relação ao sigilo do voto e às normas dentro da cabine de votação.
Em uma escola da capital alagoana, agentes do Ministério Público precisaram intervir após uma eleitora tentar entrar na cabine acompanhada do neto, alegando que precisava de auxílio devido à ansiedade. O órgão reforçou que o acompanhamento de eleitores durante a votação só é permitido nos casos previstos pela legislação eleitoral.




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