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Arapiraca,06/10/2026

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Réu acusado de executar blogueiro político é absolvido pelo Tribunal do Júri em Maceió

Carlos Henrique Ferreira Santos era apontado pelo Ministério Público como responsável pelos disparos que mataram Adriano de Farias, em junho de 2024, em Junqueiro; MPAL anunciou que pretende recorrer

Redação
Réu acusado de executar blogueiro político é absolvido pelo Tribunal do Júri em Maceió Foto: Divulgação


O Tribunal do Júri de Maceió absolveu, nesta segunda-feira (5), Carlos Henrique Ferreira Santos, que respondia pela acusação de ter executado o blogueiro político Adriano de Farias Firmino Silva. O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro do Barro Duro, na capital alagoana.

Durante a sessão, a defesa sustentou que não havia provas suficientes para confirmar a participação de Carlos Henrique no assassinato e apresentou um álibi. Testemunhas e comprovantes de pagamentos foram utilizados para tentar demonstrar que o acusado estava em um estabelecimento comercial em Limoeiro de Anadia no momento em que o crime aconteceu.

Carlos Henrique estava preso preventivamente desde agosto de 2024 e era apontado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) como o responsável pelos disparos. Durante o interrogatório, ele negou envolvimento no homicídio e optou por responder somente às perguntas feitas pelos próprios advogados. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição.

Adriano de Farias foi morto em 18 de junho de 2024, no povoado Retiro, na zona rural de Junqueiro. Conforme as investigações, o blogueiro dirigia um veículo vermelho quando foi interceptado por ocupantes de outro carro. Os suspeitos efetuaram diversos disparos e fugiram do local. Adriano morreu antes de receber atendimento médico.

A apuração apontou ainda a possibilidade de o homicídio ter relação com críticas feitas pelo blogueiro à administração municipal. A hipótese de motivação política e pessoal passou a ser considerada durante as investigações.

Mesmo com a absolvição de Carlos Henrique, o caso continua sendo investigado. O MPAL informou que pretende recorrer da decisão do Tribunal do Júri, enquanto um inquérito conduzido pela Polícia Civil segue em andamento para esclarecer a possível participação de mandantes e outros envolvidos no assassinato.





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