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Arapiraca,09/10/2026

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Ufal aciona Polícia Federal após ameaças e agressões verbais no Campus Arapiraca

Grupo de cerca de dez homens teria abordado integrantes da comunidade acadêmica; universidade cobra investigação, identificação dos envolvidos e reforço na segurança

Redação
Ufal aciona Polícia Federal após ameaças e agressões verbais no Campus Arapiraca Foto: Divulgação


A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) acionou órgãos de segurança pública e instituições de fiscalização após um episódio de ameaças e agressões verbais registrado na noite de quinta-feira (8), no Campus Arapiraca. Em nota divulgada nesta sexta-feira (9), a Reitoria manifestou preocupação com a ocorrência, prestou solidariedade às vítimas e cobrou a apuração dos fatos.

Segundo os relatos, cerca de dez homens chegaram à unidade em duas caminhonetes com adesivos da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O grupo teria abordado integrantes da comunidade universitária. Conforme a nota oficial, uma professora e estudantes foram alvo de insultos e agressões verbais dentro do campus.

Diante da gravidade do episódio, a gestão central da Ufal encaminhou solicitações à Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), à Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL), à Prefeitura e à Câmara Municipal de Arapiraca. A universidade pediu apoio institucional, investigação rigorosa e identificação dos responsáveis pelas ameaças.

A Reitoria também solicitou o reforço do monitoramento e das ações ostensivas de segurança nas áreas próximas aos campi de Arapiraca e Maceió. A medida busca prevenir novos episódios de violência, evitar confrontos e assegurar a continuidade das atividades acadêmicas.

Na manifestação, a Ufal condenou tentativas de intimidação contra integrantes da comunidade universitária e contra atividades organizadas pelo movimento estudantil. A instituição ressaltou que agentes públicos ou particulares não têm o direito de entrar em espaços universitários para ameaçar estudantes, professores ou outros trabalhadores.

A universidade reafirmou o compromisso com a liberdade de manifestação, a diversidade de ideias e a integridade física de toda a comunidade acadêmica. O caso foi comunicado às autoridades competentes para que os fatos sejam apurados.





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