MP Eleitoral apura denúncias de cobranças e ameaças no transporte de eleitores em Alagoas
Passageiros denunciaram exigência de pagamento por viagens gratuitas e ameaças de abandono na estrada; em Paripueira, ônibus sem cadastro eleitoral foi apreendido.
Foto: Divulgação O Ministério Público Eleitoral (MPE) recebeu denúncias de irregularidades no transporte intermunicipal de eleitores em Alagoas neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais. Segundo os relatos, motoristas e cobradores de vans estariam exigindo pagamento pelas viagens, apesar da gratuidade do serviço, e ameaçando deixar passageiros na estrada em caso de recusa.
Além das supostas cobranças, eleitores reclamaram de atrasos e da falta de veículos para atender à demanda. Diante das queixas, a promotora de Justiça Micheline Tenório foi ao Terminal Rodoviário João Paulo II, em Maceió, para acompanhar a situação.
Segundo a promotora, houve falhas na oferta de transporte no início da operação. O cenário começou a ser normalizado após a atuação do MPE junto à Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal), que remanejou veículos entre linhas para reforçar o atendimento nos trechos com menor disponibilidade.
Micheline Tenório destacou que os eleitores não devem pagar pelas viagens oferecidas nesse esquema, uma vez que os profissionais responsáveis pelo serviço serão remunerados pelo Estado. Ela também orientou que eventuais irregularidades sejam documentadas e comunicadas às autoridades.
Quem for alvo de cobrança indevida pode fotografar a placa do veículo, guardar comprovantes de pagamentos feitos por Pix e registrar denúncia junto ao Ministério Público Eleitoral ou à ouvidoria da Arsal.
Em outra ocorrência, um ônibus utilizado no transporte de eleitores foi apreendido em Paripueira, na Região Metropolitana de Maceió. Conforme informações repassadas pela assessoria de Comunicação do Ministério Público, o veículo não estava cadastrado na Justiça Eleitoral e teria sido contratado por um secretário municipal.
A promotora eleitoral Alexandra Beurlen acompanhou a ocorrência. O caso será apurado pelas autoridades competentes.
As duas situações mobilizaram a fiscalização eleitoral em Alagoas e levantaram questões sobre o cumprimento das regras para o transporte de eleitores, especialmente quanto à gratuidade das viagens e à regularidade dos veículos utilizados.




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