Decisão de Zanin gera desconforto no TSE, mas ministros descartam terceiro turno
Ministro do STF determinou a extensão da votação até as 19h em locais afetados por problemas no transporte de eleitores; medida provocou questionamentos entre integrantes da Justiça Eleitoral.
Foto: Alejandro Zambrana/STF A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação do segundo turno das eleições deste domingo (25) provocou desconforto entre integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo informações da CNN Brasil, ministros da Corte eleitoral questionaram a atuação do magistrado em uma questão relacionada à organização do processo eleitoral.
A medida foi tomada após um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia e de São Paulo, atribuídas à redução da frota de ônibus. Antes de recorrer ao STF, a coligação havia apresentado a solicitação ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
Por volta das 16h20, Nunes Marques concedeu prazo de 30 minutos para que as prefeituras envolvidas prestassem esclarecimentos. Na sequência, a coligação acionou o Supremo, e Zanin determinou a extensão da votação até as 19h, no horário de Brasília.
Inicialmente, a decisão mencionava a prorrogação do recebimento de votos em todas as seções eleitorais do país. Posteriormente, o ministro publicou um novo despacho para esclarecer que a medida deveria ser aplicada somente aos locais onde foram identificados problemas que justificassem a continuidade da votação.
De acordo com a CNN Brasil, ministros do TSE ouvidos reservadamente avaliaram que a necessidade de esclarecimento gerou questionamentos sobre a redação da primeira decisão. Apesar das divergências relatadas, integrantes da Corte eleitoral afirmaram não ver motivos para a realização de um terceiro turno.
A reportagem também informou que um ministro do STF, ouvido sob condição de anonimato, criticou a condução do processo eleitoral e defendeu a realização de uma nova eleição. A declaração, no entanto, representa a avaliação individual desse magistrado e não uma decisão oficial da Justiça Eleitoral.
Antes do pedido apresentado pela coligação de Lula, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também havia recorrido ao TSE solicitando a ampliação do horário de votação em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades relacionadas às condições climáticas.




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