Maceió registra mais de 2,4 mil casos de dengue em 2026 e intensifica ações contra o mosquito
Apesar da redução em relação ao ano passado, Secretaria de Saúde alerta para o aumento do risco de proliferação do Aedes aegypti com a chegada do período chuvoso.
Foto: Divulgação Com a aproximação dos meses de maior incidência da dengue, a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS) intensificou as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. A preocupação é evitar que o aumento das chuvas e as condições favoráveis à reprodução do inseto provoquem uma nova elevação nos casos da doença.
Dados do InfoDengue, referentes à 36ª semana epidemiológica de 2026, apontam que Maceió acumulou 2.456 casos de dengue neste ano. No mesmo período de 2025, foram registrados 3.338 casos, o que representa uma redução de 882 ocorrências.
Apesar do cenário de queda, as autoridades de saúde alertam que o momento exige atenção redobrada. Outubro e novembro são considerados meses estratégicos para o trabalho preventivo, já que o período antecede a fase de maior circulação da doença, geralmente concentrada entre janeiro e maio.
Por meio da Gerência de Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos (GDTVAP), a Secretaria de Saúde realiza visitas domiciliares para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito, além de orientar moradores sobre os cuidados necessários.
As equipes também utilizam indicadores epidemiológicos e entomológicos para definir os locais que precisam de maior atenção. Entre os critérios estão notificações de casos, registros por bairro, índices de infestação, inspeções de campo e denúncias feitas pela população.
Segundo Daniel Tomás Souza, gerente da GDTVAP, essas informações permitem direcionar as ações de controle para as áreas consideradas prioritárias.
Um dos principais desafios no enfrentamento à dengue continua sendo a eliminação de locais que acumulam água nas residências e em seus arredores.
Pneus, garrafas, vasos de plantas, caixas-d'água destampadas, recipientes abandonados e resíduos descartados irregularmente podem se transformar em criadouros do Aedes aegypti.
A orientação da Secretaria de Saúde é manter os reservatórios devidamente fechados, eliminar qualquer recipiente com água parada e realizar vistorias frequentes nos quintais e demais espaços da casa.
Mesmo com a redução dos casos em 2026, a participação dos moradores é considerada essencial para evitar a proliferação do mosquito e impedir o avanço da doença nos próximos meses.




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