Homem obriga esposa grávida a ingerir cartela de medicamentos, grava momento e acaba preso em Arapiraca
Mulher de 31 anos aparece chorando e tremendo em vídeo; suspeito confessou à polícia que a instigou a tomar os remédios durante uma discussão.
Foto: Divulgação Uma mulher de 31 anos, grávida, foi socorrida após ingerir diversas cápsulas de medicamentos durante um episódio de violência doméstica na noite desta segunda-feira (2), no bairro Cacimbas, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. O marido, de 26 anos, foi preso após admitir que a instigou a tomar os remédios e gravou o momento.
De acordo com informações da Polícia Militar, a ocorrência foi comunicada à guarnição da Força-Tarefa 08, do 3º Batalhão, após a divulgação de um vídeo em que a mulher aparece chorando, bastante abalada emocionalmente e com tremores, enquanto o companheiro a pressiona a ingerir uma cartela de medicamentos. Nas imagens, ela aparece tomando diversas cápsulas.
Quando a ocorrência foi repassada aos policiais, a vítima já havia sido socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à Unidade de Emergência do Agreste.
A equipe policial foi até o hospital e encontrou a mulher dormindo, aparentemente sob efeito da medicação. Na ocasião, os profissionais de saúde informaram que ela havia manifestado recusa ao atendimento.
O marido também estava na unidade hospitalar. Questionado pelos policiais, ele confirmou o conteúdo do vídeo e admitiu que instigou a esposa a ingerir os medicamentos durante uma discussão entre o casal, alegando que agiu em um momento de raiva. O homem também confessou que fez a gravação e encaminhou as imagens ao tio da vítima.
Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde permaneceu preso. A mulher continuou na unidade hospitalar sob atendimento.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar como induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou automutilação, conforme o artigo 122 do Código Penal, no contexto da Lei Maria da Penha.




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