Justiça mantém prisão preventiva de acusado de mandar matar funcionário do CRB
Suspeito passou por audiência de custódia, permaneceu em silêncio e seguirá no sistema prisional
Foto: Reprodução A Justiça manteve a prisão preventiva do homem apontado como mandante do assassinato do supervisor das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (27), por videoconferência direto da Central de Flagrantes, em Maceió, já que ele não pôde se deslocar até o Fórum do Barro Duro.
Segundo a defesa, houve pedido de revogação da prisão, que foi negado pelo juiz. O advogado informou também que solicitou garantias previstas em lei, como a custódia em ala separada, em razão da formação acadêmica do acusado, além do direito à saúde. O magistrado entendeu que a manutenção da prisão preventiva é necessária neste momento.
O suspeito já tinha mandado de prisão em aberto e se apresentou voluntariamente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na noite dessa segunda-feira (26). Durante o interrogatório, optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional, e não apresentou versão sobre o crime.
De acordo com a Polícia Civil (PC), imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação do suspeito após a confirmação da morte de Joba. Ele teria deixado um notebook na casa de um amigo, passado pela residência da mãe e, em seguida, viajado de carro até Recife (PE), de onde embarcou para São Paulo. Dias depois, retornou e se entregou à polícia.
Em coletiva de imprensa, a delegada Taciana Ribeiro, coordenadora da DHPP, afirmou que o homicídio foi motivado por uma questão pessoal, descartando definitivamente a hipótese inicial de latrocínio. Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes após o fim de um relacionamento e a reconciliação da vítima com a ex-companheira.
“A investigação é complexa, mas, em tese, o caso está esclarecido. Restam apenas diligências complementares, como análises técnicas e oitivas finais”, destacou a delegada.
Até o momento, dois estão presos e outros três suspeitos morreram em confronto com a polícia durante operações relacionadas ao caso. A Polícia Civil informou que as investigações continuam até a conclusão formal do inquérito e não descarta o surgimento de novos elementos.




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