Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou o banimento de “Atletas Transgêneros” em todos os esportes femininos
A mudança de direção ocorreu após a posse da nova presidente do COI, Kirsty Coventry, em junho do ano passado.
Foto: John Locher/AP O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira uma nova política que restringe a participação em competições femininas dos Jogos Olímpicos apenas a atletas biologicamente do sexo feminino, cuja elegibilidade será determinada por um teste genético único.
A medida faz parte de uma iniciativa da entidade para estabelecer uma regra universal para competidores no esporte feminino de elite, após anos de regulamentações fragmentadas que resultaram em controvérsias significativas.
De acordo com o COI, todas as atletas que desejarem se classificar ou competir em eventos femininos nos Jogos deverão realizar um teste para detectar a presença do gene SRY, que será utilizado como critério de elegibilidade.
“Com base em evidências científicas, o COI considera que a presença do gene SRY é fixa ao longo da vida e representa uma evidência altamente precisa de que uma atleta passou por desenvolvimento sexual masculino”, afirmou a entidade em comunicado oficial.
Historicamente, o COI evitava adotar uma regra universal sobre a participação de atletas transgênero nos Jogos Olímpicos e, em 2021, orientou federações internacionais a criarem suas próprias diretrizes.
A mudança de direção ocorreu após a posse da nova presidente do COI, Kirsty Coventry, em junho do ano passado. Ela afirmou que a organização passaria a liderar a definição de uma abordagem uniforme sobre o tema.
“Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem representar a diferença entre vitória e derrota. Portanto, é absolutamente claro que não seria justo que indivíduos biologicamente do sexo masculino competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, isso simplesmente não seria seguro”, declarou Coventry.
As novas regras não terão efeito retroativo e não impactam o esporte de base ou amador.
Até então, atletas transgênero podiam competir nos Jogos Olímpicos desde que fossem liberados por suas respectivas federações.
A participação de atletas transgênero nos Jogos é rara. A neozelandesa Laurel Hubbard tornou-se a primeira atleta abertamente transgênero a competir em uma categoria diferente daquela atribuída no nascimento, ao disputar o levantamento de peso nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, realizados em 2021.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump proibiu, no ano passado, a participação de atletas transgênero em competições femininas escolares, universitárias e profissionais. A medida ocorre enquanto Los Angeles se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de Verão de 2028.
Trump, que assinou a ordem “Keeping Men Out of Women’s Sports — Mantenha os homens fora dos esportes femininos” em fevereiro de 2025, afirmou que não permitirá a participação de atletas transgênero nos Jogos de Los Angeles.




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