Presidente da CBF, Samir Xaud se posiciona contra 'Brasa' em uniforme da Seleção
CBF substitui "Brasa" por "Brasil" nos meiões da equipe brasileira
Samir Xaud, presidente da CBF. — Foto: Rafael Ribeiro/CBF A CBF determinou a troca da inscrição nos meiões do uniforme titular da Seleção Brasileira. A palavra "Brasa" será substituída por "Brasil" nos equipamentos produzidos pela fornecedora Nike. O presidente Samir Xaud anunciou a mudança nesta quinta-feira (26), em entrevista excluisva à ESPN, em Boston. Contatada, via assessoria de imprensa, a Nike não respondeu até o fim da reportagem.
"Pelo respeito que eu tenho com a bandeira do Brasil, e pelo respeito que eu tenho pela Seleção Brasileira, não tem 'Brasa' no nosso uniforme principal. Isso foi feito em relação à Nike para essa campanha publicitária isoladamente, mas deixo claro que o nosso uniforme é o nosso manto, é o verde e amarelo, não vai ter essa questão de 'Brasa'. Não vai ter, até porque isso é respeito. Eu falo muito em respeito em relação ao nosso uniforme e à nossa bandeira, e o nosso nome é 'Brasil'. Então, vai ter 'Brasil' no nosso meião, e não Brasa".
O dirigente justificou a decisão pelo respeito aos símbolos nacionais. Xaud revelou que a gestão atual da CBF herdou o contrato com a Nike da administração anterior. O presidente afirmou ter sido surpreendido pela inscrição, pois o material apresentado inicialmente à Confederação não continha a palavra "Brasa".
"Sempre falei dessa questão do patriotismo: independentemente de lado político, não estamos aqui para fazer política em cima do futebol, principalmente em cima da CBF. Fui pego um pouco de surpresa. O que me foi apresentado inicialmente não tinha 'Brasa', mas sabíamos que havia uma campanha publicitária que seria feita no pré-Copa em relação a isso".
Renovado recentemente, o próximo contrato da Nike com a Seleção Brasileira, que começa a valer em 2027, se extenderá até 2038. O acordo foi firmado com um valor base de US$ 105 milhões (R$ 595 milhões) por ano, podendo chegar próximo a R$ 1 bilhão anuais com bônus e royalties. O contrato supera os valores pagos a qualquer outra seleção do mundo.
O vínculo atual, assinado em 2007, é válido até 2026 e rende à CBF US$ 35 milhões por ano.
"Primeiramente, nós temos que separar o que a Nike, que é a maior patrocinadora da Seleção Brasileira faz em relação ao seu marketing e em relação ao contrato que nós pegamos da gestão anterior, para o que a nova gestão da CBF acha. A partir do meu primeiro mês de gestão da CBF, nós nos debruçamos em cima de assuntos importantes. Vocês acompanharam comigo a questão da camisa vermelha. É algo que de princípio nós já barramos, porque eu sei da nossa identidade e da nossa cultura como torcedores".




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