Policial nega envolvimento em desaparecimento de adolescente durante júri em Maceió
Foto: Divulgação O julgamento do caso envolvendo o desaparecimento do adolescente Davi da Silva, registrado em 2014, teve continuidade na tarde desta segunda-feira (4), no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, localizado no bairro Barro Duro, em Maceió.
Durante a sessão do júri popular, o ex-policial militar Eudecir Gomes de Lima, um dos réus do processo, prestou depoimento e negou qualquer participação no desaparecimento do jovem. Ele classificou as acusações como falsas e afirmou que não teve envolvimento no caso.
Ao ser ouvido pelo magistrado, o réu confirmou que a viatura da equipe policial esteve na região do conjunto Cidade Sorriso I, no Benedito Bentes, no dia em que Davi desapareceu. No entanto, sustentou que a guarnição não chegou a entrar na localidade.
Eudecir relatou ainda detalhes da atuação da equipe naquele período, afirmando que integrava uma viatura da Rádio Patrulha e que, no dia dos fatos, a guarnição realizou deslocamentos por diferentes pontos de Maceió antes de seguir para o Benedito Bentes. Ele também disse não conseguir precisar horários exatos das paradas e trajetos realizados.
Durante o interrogatório, o Ministério Público confrontou o depoimento do réu com versões apresentadas anteriormente no processo, apontando divergências em relação aos horários e locais citados. A promotoria destacou contradições sobre a presença da equipe em áreas como o Cidade Sorriso I e regiões próximas ao Shopping Pátio Maceió.
O ex-policial afirmou ainda que segue na ativa e atualmente integra o Bope. Ele declarou também que teria desenvolvido problemas psicológicos em razão do caso que se arrasta há quase 12 anos.
A defesa contestou parte das perguntas feitas pela acusação, mas o Ministério Público manteve os questionamentos, alegando a necessidade de esclarecer inconsistências nas versões apresentadas ao longo do processo.
O julgamento segue até esta terça-feira (5) e é acompanhado por familiares de Davi da Silva, que cobram respostas sobre o paradeiro do adolescente, desaparecido desde agosto de 2014. O jovem tinha 17 anos quando foi visto pela última vez após abordagem de uma equipe da Polícia Militar no conjunto Cidade Sorriso I.
Quatro ex-integrantes da Polícia Militar respondem ao processo, acusados de crimes como sequestro, tortura, homicídio qualificado, cárcere privado e ocultação de cadáver. Até hoje, o corpo do adolescente não foi localizado.




COMENTÁRIOS