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Arapiraca,22/05/2026

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Secretaria de Saúde de São Paulo intensifica vigilância e protocolos contra risco de ebola no estado

Redação com Agência Brasil
Secretaria de Saúde de São Paulo intensifica vigilância e protocolos contra risco de ebola no estado Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou as orientações à rede pública de saúde sobre os protocolos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de possíveis casos suspeitos de ebola no estado.

A medida ocorre diante do avanço de registros de casos suspeitos e mortes associadas à doença em países africanos, como a República Democrática do Congo e Uganda, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a pasta, o risco de introdução do vírus no Brasil é considerado baixo, principalmente pela ausência de transmissão local na América do Sul, pela inexistência de voos diretos entre as regiões afetadas e o continente sul-americano, além do modo de transmissão, que ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas.

Mesmo assim, o órgão orienta que profissionais de saúde fiquem atentos a pacientes com febre e histórico recente de viagem, especialmente nos últimos 21 dias, para áreas onde há circulação do vírus.

A Secretaria destacou que o estado mantém estrutura preparada para resposta rápida, com protocolos definidos, vigilância ativa e unidades de referência para atendimento de casos suspeitos.

Em casos de suspeita, a notificação deve ser imediata às autoridades de vigilância epidemiológica municipais e estaduais. O transporte de pacientes deve seguir protocolos específicos, realizados por equipes especializadas de urgência e emergência.

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, segue como unidade de referência para investigação e tratamento de possíveis casos.

Segundo a OMS, há registros de surtos ativos na África, com dezenas de casos confirmados e mortes sob investigação, o que mantém os sistemas de saúde em alerta internacional.

Apesar da preocupação, autoridades reforçam que não há vacinas ou tratamentos amplamente aprovados para todas as variantes atuais do vírus, o que torna a vigilância e a detecção precoce fundamentais para evitar a disseminação.




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