Seja bem-vindo
Arapiraca,03/06/2026

  • A +
  • A -

MPAL recomenda suspensão de pagamentos na Defensoria e questiona verbas acima do teto em Maceió

Redação
MPAL recomenda suspensão de pagamentos na Defensoria e questiona verbas acima do teto em Maceió Foto: Divulgação

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) recomendou que a Defensoria Pública do Estado adote medidas imediatas para suspender pagamentos de verbas consideradas incompatíveis com o entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o teto remuneratório do funcionalismo público. A recomendação foi expedida nesta terça-feira (2) e estabelece prazo de 10 dias para que o órgão apresente esclarecimentos e promova ajustes na folha de pagamento.


A medida foi assinada pelos promotores de Justiça Coaracy José Oliveira da Fonseca e Flávio Gomes da Costa Neto, ambos com atuação em Maceió, com base na análise de dados disponíveis no Portal da Transparência da Defensoria Pública de Alagoas. Segundo o Ministério Público, a apuração identificou um caso em que um defensor público teria recebido rendimento bruto de R$ 67.939,55 referente ao mês de maio de 2026.


De acordo com o levantamento, o valor seria composto por subsídio, função de confiança e parcelas classificadas como “verbas indenizatórias”. O MP questiona a ausência de aplicação do teto constitucional e a falta de detalhamento sobre a natureza dessas gratificações, o que dificultaria a fiscalização e a transparência dos pagamentos.


O Ministério Público também aponta preocupação com a Resolução nº 002/2026 do Conselho Superior da Defensoria Pública de Alagoas, que regulamenta o pagamento de verbas indenizatórias mediante solicitação dos membros da instituição. Para os promotores, a norma pode contrariar decisões recentes do STF relacionadas aos limites de remuneração no serviço público.


Entre as recomendações, o órgão pede a suspensão de pagamentos ligados a gratificações por acúmulo de função, licenças compensatórias convertidas em dinheiro, auxílio-alimentação, auxílio-saúde sem comprovação individualizada e outras vantagens que possam configurar aumento indireto de remuneração.


O MPAL também solicita que a Defensoria encaminhe uma planilha detalhada com todos os pagamentos realizados em maio de 2026, incluindo beneficiários, fundamentos legais e critérios de cálculo, além de informações sobre eventual incidência do teto constitucional.


Por fim, o Ministério Público alerta que o não cumprimento da recomendação pode resultar na adoção de medidas judiciais, como ação civil pública e comunicação aos órgãos de controle. A Defensoria Pública do Estado de Alagoas ainda não se pronunciou sobre o caso.






COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.