Estudo aponta que transporte gratuito pode ampliar acesso da população aos serviços de saúde
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Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) indica que a adoção da tarifa zero no transporte público pode contribuir significativamente para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. A pesquisa destaca que os custos das passagens e as dificuldades de deslocamento ainda representam obstáculos para milhares de brasileiros que dependem de consultas, exames e tratamentos médicos.
De acordo com os pesquisadores, o valor das tarifas, aliado a problemas como atrasos, superlotação e baixa frequência de veículos, acaba dificultando a continuidade de cuidados médicos, especialmente para pessoas que vivem em áreas mais afastadas dos centros urbanos. Em muitos casos, pacientes deixam de comparecer a consultas ou adiam tratamentos devido às dificuldades de locomoção.
O levantamento também aponta que os impactos da mobilidade urbana afetam de forma mais intensa a população de baixa renda, que depende quase exclusivamente do transporte coletivo para acessar serviços essenciais. Segundo os autores, as barreiras de deslocamento podem agravar desigualdades já existentes e comprometer o acompanhamento de doenças crônicas e tratamentos preventivos.
Outro aspecto destacado pelo estudo é a relação entre longos períodos de deslocamento e o aumento do desgaste físico e emocional. Horas gastas diariamente em ônibus e terminais podem contribuir para quadros de estresse, ansiedade e redução da qualidade de vida dos usuários.
Para os pesquisadores, a implantação da tarifa zero teria potencial para ir além da área de mobilidade, funcionando como uma ferramenta de inclusão social. A medida poderia facilitar o acesso da população a hospitais, postos de saúde, escolas, atividades culturais e oportunidades de emprego.
Os autores defendem que a ampliação do acesso ao transporte público gratuito pode representar um importante instrumento de redução das desigualdades urbanas, permitindo que mais pessoas utilizem os serviços públicos de forma regular e tenham melhores condições de exercer seus direitos básicos.
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