MP investiga comunidade terapêutica em Marechal Deodoro após denúncias de tortura e abusos
Foto: Divulgação Subtítulo: Inquérito Civil busca apurar possíveis violações de direitos humanos em instituição que já é alvo de ações judiciais relacionadas a morte de interna
O Ministério Público de Alagoas (Ministério Público do Estado de Alagoas) abriu um Inquérito Civil Público para aprofundar investigações sobre supostas irregularidades na comunidade terapêutica Luz e Vida, localizada em Marechal Deodoro.
O procedimento tem como objetivo apurar denúncias de possíveis violações de direitos humanos, incluindo relatos de tortura, abusos físicos, cárcere privado, violência sexual e até exercício irregular da medicina dentro da instituição.
A investigação também analisa as condições estruturais e o funcionamento da unidade, além do cumprimento das normas que regulamentam comunidades terapêuticas no país.
A clínica já foi citada em investigações anteriores após a morte da esteticista Claudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, ocorrida em agosto de 2024, quando ela estava internada no local.
Segundo o Ministério Público, esta nova etapa busca identificar possíveis responsabilidades civis da instituição com base em provas já reunidas em apurações criminais e em depoimentos de ex-internos.
Os responsáveis pela comunidade terapêutica já respondem a processo criminal na Justiça alagoana relacionado ao caso da morte da paciente. A investigação segue em andamento e pode incluir novos desdobramentos conforme a coleta de provas.
O caso também é acompanhado por um grupo de apoio formado após a repercussão da morte da esteticista, que auxilia na reunião de documentos, localização de testemunhas e acompanhamento do processo.




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