Governo brasileiro reage a tarifas dos EUA e critica exigências em negociações comerciais
Foto: Divulgação O governo federal endureceu o discurso após o anúncio de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Nesta quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o Brasil rejeitou propostas consideradas desequilibradas durante as negociações e que o país não aceitaria abrir setores estratégicos da economia sem garantias de reciprocidade.
De acordo com o chanceler, as exigências apresentadas pelos norte-americanos não ofereciam vantagens para os produtos brasileiros e comprometiam os interesses nacionais. Ele ressaltou que a posição do governo foi baseada na defesa da soberania do país e na proteção das empresas e dos trabalhadores brasileiros.
Mauro Vieira também respondeu às declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que atribuiu o fracasso das negociações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro afirmou que o Brasil manteve uma postura de diálogo durante todo o processo e lembrou que foram realizadas dezenas de reuniões entre representantes dos dois países desde 2025.
Além de contestar as tarifas, o governo brasileiro classificou como infundadas as críticas dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos Pix e às políticas ambientais adotadas pelo Brasil. Segundo Vieira, os argumentos utilizados por Washington não refletem a realidade e não justificam a adoção das novas barreiras comerciais.




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