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Arapiraca,30/07/2026

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Mulher morta em Igreja Nova havia retirado medida protetiva contra ex-companheiro antes do feminicídio

Redação
Mulher morta em Igreja Nova havia retirado medida protetiva contra ex-companheiro antes do feminicídio Foto; Divulgação


A investigação sobre a morte de Rosângela dos Santos, assassinada com golpes de faca no último domingo (26), em Igreja Nova, ganhou um novo capítulo após a confirmação de que a vítima havia pedido à Justiça a revogação das medidas protetivas que mantinham o ex-companheiro afastado. A solicitação foi feita pouco mais de um mês antes do crime, que passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Conforme a decisão do Juizado Especial Cível e Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Penedo, Rosângela procurou a Defensoria Pública e informou que desejava desistir das medidas protetivas de urgência concedidas anteriormente. No pedido, ela declarou que a situação de violência havia cessado e que não via mais necessidade da continuidade das restrições impostas ao então companheiro.

Após a manifestação da vítima, o Ministério Público de Alagoas emitiu parecer favorável à revogação das medidas. A Justiça, por sua vez, autorizou o encerramento da proteção judicial ao considerar que, naquele momento, não havia informações objetivas que justificassem a permanência das determinações, diante da vontade expressa da própria beneficiária.

Pouco tempo depois, porém, o cenário mudou. Mais de um mês após a retirada das medidas protetivas, Rosângela foi morta em um ataque com golpes de faca. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, conhecido como “Neguinho”, que passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Segundo as apurações iniciais, o casal já estava separado. Rosângela havia deixado Igreja Nova e passou a morar em Penedo, mas retornou ao município no último fim de semana para participar de uma cavalgada. Foi nesse período que ocorreu o ataque que terminou com sua morte.

O suspeito se apresentou na manhã desta quarta-feira (29) no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Penedo, acompanhado por um advogado. Como já existia um mandado de prisão expedido pela Justiça, ele foi detido no momento em que compareceu à unidade policial. Durante o depoimento, decidiu permanecer em silêncio.

A Polícia Civil continua investigando o caso para reunir provas e esclarecer a dinâmica do crime. A morte de Rosângela também volta a levantar discussões sobre os desafios no enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente em situações em que medidas protetivas são retiradas após manifestações de confiança, reconciliação ou expectativa de encerramento dos conflitos.

Embora a legislação permita que a vítima solicite a revogação da medida protetiva, autoridades reforçam que cada caso precisa ser analisado com atenção, considerando os riscos envolvidos e a possibilidade de reincidência da violência.





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